Aumento de imposto: na ALPB, governista admite que matéria é antipática e defende análise minuciosa antes de apreciação

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A chegada do Projeto de Lei i (995/2023) que estabelece o aumento de 18% para 20% a alíquota do ICMS tem também preocupado os deputados que integram a base do governador João Azevêdo na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

Nesta terça-feira (26), o deputado estadual Júnior Araújo, do PSB, admitiu que a matéria é antipática já que haverá imposto direto no bolso do paraibano e requer uma análise minuciosa antes da apreciação em plenário. O imposto estadual (com alíquota modal) incide sobre energia, combustíveis e telecomunicações e outros produtos e serviços.

“Todos sabem que há anos essa alíquota não é aumentada, mas houve uma queda na arrecadação, é uma pauta antipática, uma pauta que os deputados não gostam de apreciar, que é quando se trata de aumento de imposto. Isso reflete na nossa vida de maneira direta, todos sabem quando se aumenta o combustível isso se reflete no frete, se reflete nos alimentos em geral, mas é uma pauta necessária diante das perdas que estão sendo enfrentadas hoje”, alertou.

Na justificativa para o reajuste, o secretário da Receita Estadual, Marialvo Laureano, informou que a medida é necessária diante da iminente aprovação da Reforma Tributária e a criação do IVA, os estados agora necessitam de dinheiro para repor as perdas.

Para o líder da bancada de oposição, o deputado Walber Virgolino (PL), o governador João descumpre a promessa de campanha que era a de não aumentar imposto.

“Quando se aumenta alíquota em cima de combustível e energia automaticamente se aumenta tudo. A feira vai aumentar porque o frete aumento, todo tipo de utensílio vai aumentar porque tudo está atrelado ao preço e o governador prometeu na campanha não aumentar o imposto e agora vem com essa surpresa”, lamentou.

Walber ainda defendeu a realização de uma audiência pública com os setores atingidos para que sejam avaliados os impactos da matéria.

Segundo João Azevêdo, praticamente todos os estados do Nordeste fizeram a alteração de suas alíquotas modais.

“A alteração da alíquota modal, muito mais do que uma política de governo, é uma política de estado, visando à manutenção das receitas estaduais para gestões futuras”, defendeu João Azevêdo, ao apresentar a proposta.

Outras mudanças

O projeto enviado pelo governador pretende, também, reduzir a multa por infração (punitiva) à legislação tributária do ICMS do atual percentual de 100% para 75%, uma vez que ela “não tem o condão de ser, necessariamente, instrumento arrecadatório”.

A ideia, segundo João Azevêdo, é “adequar as multas por descumprimento de obrigações acessórias (multas isoladas) ao princípio da
proporcionalidade, objetivando tornar a prestação exigida do sujeito passivo não excessivamente onerosa, uma vez que se propõe a limitação do somatório das multas individuais aplicadas a um patamar fixo em Unidade Fiscal de Referência – UFR-PB, e por período de apuração do imposto (mês), e não por cada infração isoladamente considerada”.

Esse benefício será concedido a todos os casos não definitivamente julgados, quer na esfera administrativa ou judicial.

Também há proposta de ampliação do prazo de inscrição em Dívida Ativa em 60 dias por parte da Procuradoria Geral do Estado, “o que favorecerá ao sujeito passivo pagar ou parcelar, administrativamente, o crédito tributário definitivamente constituído pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ), bem como disciplinar, nos termos da Súmula Vinculante nº 24 do STF, o encaminhamento ao Ministério Público Estadual dos autos de infração, que, em tese, configurem crimes contra a ordem tributária de natureza formal”.

 

 

 

 

 

 

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