A pressão da cúpula do PMDB a presidente Dilma Rousseff (PT) aumentou por causa da reivindicação do sexto ministério para o principal aliado do governo. Não houve nenhuma decisão sobre nomes e pastas durante quase seis horas de reunião entre a chefe do Executivo e os líderes do partido. Está prevista para hoje à tarde uma reunião de protesto entre os 75 deputados da legenda convocada pelo líder do PMDB na Câmara, o rebelde Eduardo Cunha (RJ), reconduzido ontem ao cargo, onde ele deve voltar a defender a entrega dos cargos, como fez após sair da reunião.
Os desentendimentos levaram descontentes a levantar até suspeitas quanto à continuidade da aliança entre o PMDB e o PT, repetindo a dobradinha vitoriosa em 2010, com a indicação do presidente licenciado do partido, Michel Temer, ao posto de vice-presidente da República.
Hoje, o PMDB está à frente da Previdência Social, do Turismo, da Agricultura, da Aviação Civil e de Minas e Energia. Enquanto parlamentares da corrente do PMDB fiel ao governo se apressaram em divulgar que a presidente acenou durante a longa reunião com um sexto ministério ao partido, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, adiantou que "não houve conversas conclusivas" entre a presidente e os líderes peemedebistas.
A mesma afirmação foi feita abertamente pelo líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), que teria sido convidado pela presidente Dilma para assumir o Ministério da Integração Nacional, desde que abandonasse a ideia de sair como candidato ao governo do Ceará em confronto com o governador Cid Gomes e o ex-ministro Ciro Gomes, ambos compromissados com Dilma no Pros. É uma das novas legendas aliadas que buscam espaço na Esplanada, além do PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab e do PTB.
Porto e Tecnologia
Já fontes do PMDB aliadas do Planalto adiantaram que a presidente sinalizou ao vice-presidente que cederá mais uma pasta ao PMDB na reforma ministerial, que deve ficar com os Ministérios de Portos e de Ciência e Tecnologia. Em contrapartida, perderia o controle do Turismo, que iria para o presidente nacional do PTB, Benito Gama. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, do PMDB, deve sair para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Dilma pretende agregar o PTB à sua aliança para a reeleição e dará a pasta aos petebistas.
O fato é que o desenho apresentado pela presidente agradaria ao PMDB, mas ainda pode sofrer mudanças, até porque os deputados do partido não aceitam perder o Turismo para o PTB. A Secretaria dos Portos seria ocupada pelo senador Vital do Rêgo (PB). "Fui reconduzido por aclamação porque em time que está vencendo não se mexe", comemorou o líder Eduardo Cunha.
A presidente deve dar sequência às mudanças já anunciadas no primeiro escalão nos próximos dias. Dilma precisa substituir ministros que deixam o governo por causa das eleições e pretende aproveitar para ampliar a aliança partidária para tentar a reeleição. A presidente já colocou Aloizio Mercadante na Casa Civil, deixada por Gleisi Hoffmann para concorrer ao governo do Paraná, Arthur Chioro à frente da Saúde, no lugar de Alexandre Padilha, que disputará o Estado de São Paulo. Além disso, nomeou Thomas Traumann, ex-porta-voz da Presidência, para a Secretaria de Comunicação Social, no lugar da jornalista Helena Chagas. O Ministério da Educação, deixado por Mercadante, será dirigido pelo ex-secretário-executivo da pasta José Henrique Paim.
A Secretaria Especial dos Portos, que estava sob comando do PSB até setembro quando a legenda deixou o governo, será comandada agora pelo PMDB.
Dilma também deve passar o Ministério de Ciência e Tecnologia, hoje comandado por Marco Antônio Raupp, para o PMDB. Ainda não há um nome definido para o posto. Caberá à bancada da Câmara a indicação desse ministro e do substituto de Antônio Andrade, na Agricultura.
Depois da longa reunião com Dilma, da qual participaram o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (AM), e os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um grupo restrito de peemedebistas varou a madrugada reunido com Temer, no Palácio do Jaburu, analisando as indicações que partido fará.
Na reunião da segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff assustou o PMDB na negociação da reforma ministerial. Em longa reunião ontem, segunda, afirmou que deseja indicar um nome de sua cota pessoal para a Secretaria de Portos e que gostaria de colocar Benito Gama, vice-presidente de Governo do Banco do Brasil, na pasta do Turismo.
Mas o PMDB reagiu. Esse desenho desagradou ao partido, que luta pelo sexto ministério e pela indicação do senador Vital do Rego (PB) para uma pasta. O PMDB quer manter duas pastas com a Câmara, duas outras com o Senado, Moreira Franco na Secretaria de Aviação Civil e emplacar Vital do Rego no primeiro escalão.
Dilma gostaria de resolver toda a reforma ministerial até quinta, mas há o nó peemedebista.
Redação com folha
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