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Até que enfim

    O ex-governador Cássio marcou para a próxima semana uma reunião com os senadores Cícero e Efraim – o primeiro lançou-se candidato pra valer, o segundo só de “agá”, pra não ter que tomar posições precipitadas e se meter em saia justa. Certamente não sairá a decisão que todos esperam: que Cássio vai apoiar Cícero ou Ricardo Coutinho para governador. Mas será, sem dúvida, uma conversa amarga e, em alguns aspectos, bem previsível.

    – Vamos fazer novas pesquisas e ver como está seu desempenho, Cícero.

    – Mas como medir meu desempenho, se poucos do meu partido me apoiam abertamente?

    E todos sairão insatisfeitos. Cássio, porque Cícero, mesmo com a tranquilidade de um mandato de senador garantido por mais alguns anos, não haverá de desistir assim tão facilmente, sacrificando-se para poupar o grupo da amargura de assistir à reeleição de Maranhão. Cícero, porque Cássio nunca teve um gesto de simpatia à sua candidatura, preferindo alimentar a ideia de uma aliança com o seu maior adversário político, o prefeito da Capital.

    – Temos que derrubar o inimigo maior – dirá Cássio, referindo-se a Maranhão.

    – Peraí! Inimigo maior de quem? Meu? – questionará Cícero, que nunca fez questão de esconder que entendimentos com o atual governador são bem mais prováveis do que com o atual prefeito.

    Até que se esgote a última tentativa de apear Maranhão do poder, nada deverá acontecer em termos de decisões, embora, a boca miúda, o que se comenta – e o que se vê pelos gestos dos tucanos – é que a aliança Cássio-Ricardo já está selada. Só falta o carimbo final.

    Roosevelt Vita acredita que essa última cartada dos Cunha Lima dará em nada. Ou seja, a ADPF (Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental) que rola no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a posse do segundo colocado e pela realização de eleição indireta pela Assembléia Legislativa é, a depender da torcida maranhista, apenas “juris esperniandis”, como gracejou Vita no Portal Correio.

    Mas vá entender o que se passa na cabeça dos ministros do Supremo! Melhor mesmo é esperar pra ver. Se não der em nada, aí entra o Plano B. Ou C, a essas alturas…

   De qualquer forma, melhor esperar pra ver o que acontece. A reunião, em todo caso, mesmo não conclusiva, dará um freio no tititi de que Cássio e Cícero estão sem se falar. Sim, eles se falam, vão se encontrar frente a frente e debater as várias questões pendentes. O que não significa dizer que vão se entender.

    Mas conversar – e já –, mesmo que nada de novo seja anunciado, é preciso.
 


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