Os atropelos à Constituição e à democracia sinalizados com frequência por Jair Bolsonaro acenderam o sinal amarelo no universo político. Foi-se o tempo em que as lideranças partidárias consideravam que os arroubos faziam apenas parte do “jeito de ser” do capitão reformado do Exército. A ida do chefe do Executivo a duas manifestações a favor de intervenções militares para fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou uma convergência entre quadros históricos e novos expoentes da esquerda e da direita democrática que estavam distanciados. A cada novo passo que o presidente dá rumo à radicalização, articulações se intensificam nos bastidores para formar uma frente ampla e suprapartidária em defesa das instituições. São diálogos capazes de aproximar nomes tão antagônicos quanto membros do PT e do PSDB, numa frente em favor da democracia é o que pensa o vereador petista da capital Marcos Henriques.

Para o vereador pessoense é preciso deixar as divergências políticas de lado quando a democracia é ameaçada. “É preciso ser criada uma ampla frente de partidos, independentemente do viés ideológico, para fazer frente a esse governo que não dialoga com a democracia, que defende o Ai-5 e a intervenção militar”, disse.

Ainda segundo ele, é preciso ficar claro que a frente visa tão somente defender a democracia e não numa coligação partidária. “Os partidos tem que ter uma posição clara para criar uma frente ampla a favor de democracia. Não é uma frente eleitoral. O PT jamais vai se coligar ao PSDB, porque temos muitas diferenças”, comentou o petista, citando o fato de os tucanos “votaram a favor da reforma trabalhista, que acabou com os direitos dos trabalhadores. Precisamos catalisar isso para que a gente tenha uma maioria no Congresso”, disse Marcos Henriques.

 

Redação

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