Os 100 dias de “comemoração” do Maranhão III merecem aspas e reflexões. Para quem esperava uma revolução administrativa, como foi a expectativa criada pelo grupo que circundou o poder ao longo de seis anos, a atual gestão do Estado consolida-se a cada dia como um autêntico fiasco. Para os que não esperavam grande coisa, o quadro de estupefação é ainda maior: nem a esse nível chegou e muito menos dá sinais de que possa reagir em tempo.
Entre a atividade política e a administrativa, não é preciso refletir muito para se chegar à conclusão lógica sobre a opção de Maranhão. Após 100 dias de novo governo, a Paraíba parece ainda estar inserida numa letargia agonizante. Há visíveis malabarismos de marketing, coreografias claudicantes de ações e programas que já estavam em curso, mas um certo ar de desencanto toma conta das rodas de segmentos que até apostavam numa volta em grande
estilo do velho “coronel”.
Há esforços pessoais de Maranhão para tentar melhorar a imagem. Em sua última entrevista, até admitiu estar passando por uma espécie de “evolução”, porque estaria, segundo uma generosa autoavaliação, “mais humilde”. Não se sabe se essa declaração serve para sensibilizar a opinião pública estadual, ou para dar uma idéia aproximada sobre os perigos que a Paraíba correu, duas vezes, nas mãos de um governante que acha maravilhoso o caráter quase monárquico que o poder exerce por essas bandas.
Na seara administrativa, a Paraíba está a ver navios; não existe ainda conceitualmente na cabeça da própria equipe de governo um norte, um rumo, uma direção clara, com base numa ação coordenada e com metas e objetivos definidos. A não ser por isoladas ações de quadros de reconhecida competência ou grupos mais engajados em resultados, o Maranhão III segue à deriva, talvez imaginando que a mágica das manobras políticas de 2010 permita à atual gestão
mais futuro, literalmente.
Enquanto isso, lançando mão de obras praticamente concluidas e entregando-as como se de seu governo fossem, José Maranhão vai tentando conquistar espaços nos corações e mentes dos paraibanos. Tenta se viabilizar tentando carrear, cada vez mais, um volume maior de recursos junto ao Palácio do Planalto e aposta, cegamente, que o condão eleitoral de 2010 fará mágicas no cofre de Lula em seu favor.
Anêmico de realizações, os 100 dias do Maranhão III tiveram a empolgação contida apenas no âmbito do próprio governo, com seu ritmo alucinante de nomeações, show de nepotismo, tragédias de atos tornados sem efeito por puro constrangimento público e um sem número de desencontros.
Baque
Informações ainda em caráter sigiloso da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado dão conta de que o Maranhão III prepara uma péssima medida para a Universidade Estadual da Paraíba: um corte de, pelo menos, R$ 20 milhões no orçamento deste ano.
A se confirmar, uma baita dor de cabeça para Marlene Alves, reitora por dois mandato consecutivos e que vinha experimentando uma maré de boa sorte, desde a autonomia da UEPB, no primeiro mandato do ex-governador Cássio Cunha Lima.
Rubro-negro
O presidente Bosco Teixeira fez dois investimentos polêmicos, nos últimos tempos, na PBPrev: mandou pintar grades e muros que circundam o órgão de vermelho e preto.
A mesma medida foi também adotada pela Fundação de Ação Comunitária.
Grande irmão
Outra medida que, além de polêmica, é também antipática. Bosco Teixeira mandou instalar câmeras de vídeo. Que seria até louvável, caso fossem para garantir a segurança de funcionários, aposentados e pensionistas. O “Big Brother”, na verdade, é para fiscalizar os próprios servidores, em todos os setores.
Nóia
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