Crescem denúncias de assédio eleitoral de patrões na PB: “Nunca tínhamos tido no âmbito privado”, diz procurador

PUBLICIDADE

As denúncias de patrões coagindo funcionários a votarem em candidato A ou B têm pipocado por todo o Brasil, mas uma coisa tem surpreendido os procuradores do trabalho: o surgimento delas, com força, na Paraíba. Um levantamento apresentado pelo procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT), Eduardo Varandas, mostra que neste ano foram 35 casos relatados ao órgão. O que gerou maior repercussão veio a público no fim de semana, com denúncia contra um lojista do Shopping Manaíra. O dono de franquias da Havaianas e Anacapri, Arthur Vilhena Ferro, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de liminar.

O empresário ameaçou de demissão eventuais apoiadores do ex-presidente Lula (PT) e recomendou que outros empresários fizessem o mesmo. Uma liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT13), no entanto, proibiu o empresário de continuar coagindo os empregados, sob pena de multa de R$ 50 mil. “Nos anos anteriores eram comuns assédios eleitorais de gestores públicos, que obrigavam funcionários contratados por tempo determinado ou comissionaos a votaretarem nos seus candidatos, mas nunca tínhamos visto casos no âmbito privado na Paraíba”, disse Varandas.

De acordo com matéria do jornal O Globo, o número de denúncias de assédio eleitoral feita ao Ministério Público do Trabalho subiu 126% em uma semana, passando de 197 registros na quarta-feira passada para 447 nesta terça. A quantidade de denúncias de assédio eleitoral nesta eleição, até o momento, é 110% maior do que a registrada em todo pleito de 2018, quando o MPT recebeu 212 denúncias. Na época, 98 empresas foram denunciadas. A Região Sul concentra o maior número, com 171 denúncias. Em seguida, vem o Sudeste, com 136 relatos; o Nordeste, com 82 casos; o Centro-Oeste, com 37 registros; e o Norte, com 21.

A demanda tem sido tão grande que a Procuradoria-Geral determinou agilidade na análise dos caos. “Estou na coordenação do recebimento de denúncias. Elas vão para os procuradores e a orientação é que se conceda prazo e horas e que as medidas sejam tomadas com urgência, já que o pleito se aproxima e temos que coibir os assédios”, disse Varandas. Os canais para denúncia são o aplicativo Pardal do MPT, o telefone 83 3612-3100 ou através do site do Ministério Público do Trabalho: www.mpt13.mpt.mp.br. O nome do denunciante ficará em sigilo.

A pena para quem for condenado pode chegar a quatro anos de prisão, além de multa e indenização por danos coletivos. A multa, neste caso, pode ir de R$ 20 mil a milhões.

As informações são do Blog do Suetoni Souto Maior

Últimas notícias

Veneziano cumpre agenda no Sertão com reunião em Paulista e evento festivo em Bom Sucesso

O Senador e pré-candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) esteve neste sábado (21)…

22 de fevereiro de 2026

Dez pessoas são resgatadas após embarcação ficar à deriva na praia de Lucena

Dez pessoas passaram por momentos de sufoco na tarde deste sábado (21), no Litoral Norte…

22 de fevereiro de 2026

Após quase 30 anos de acidente aéreo, corpos dos cinco ‘Mamonas Assassinas’ serão exumados

Nesta segunda, 23, serão exumados os corpos dos cinco Mamonas Assassinas — a banda que…

22 de fevereiro de 2026

Mesmo com derrota para Botafogo, Treze só depende de suas forças para avançar para as semifinais do Paraibano

Ocupando a 4ª colocação do Campeonato Paraibano com 12 pontos, o Treze não faz a…

22 de fevereiro de 2026

Segunda noite de desfile de ala ursas encerra Carnaval Tradição neste domingo

Os desfiles do Carnaval Tradição de João Pessoa terminam na noite deste domingo (22) com…

22 de fevereiro de 2026

Última rodada do Paraibano define quatro clubes classificados para semifinais e sacramenta rebaixamento de dois

A rodada mais emocionante do Campeonato Paraibano 2026 será disputada neste domingo (22), e com…

22 de fevereiro de 2026