O advogado Pedro Adelson Guedes dos Santos (na foto ao lado) já ocupou o cargo de titular das secretarias de Finanças (governo Wilson Braga, de 1983 a 1986), Segurança Pública (governo José Maranhão, de 1995 a 2002) e Administração Penitenciária (governo Cássio Cunha Lima, de 2003 a 2009).

Comprando cinco helicópteros

Agora atuando como escritor, ele revela que tentou trocar “polonetas” (uma espécie de carta de crédito, tipo promissórias) devidas pela Polônia ao Brasil, por armas de grosso calibre e cinco helicópteros militares financiados pelo Tesouro Nacional, já em 1996, logo quando assumiu a titularidade na SSP.

Aeronaves de uso múltiplo

Os cinco helicópteros seriam destinados para a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, coordenadoria de Defesa Civil e mais uma aeronave servindo como reserva geral para substituição imediata de todos os demais aparelhos, em caso de operação defeituosa ou manutenção rotineira.

Estado desistiu do negócio

A sugestão dele não prosperou, sem encontrar eco no restante da máquina administrativa estadual, induzindo o então governador José Maranhão (PMDB) a descartar a proposta, considerada de alto risco por causa da possível falta de peças de reposição no mercado internacional, a exemplo dos antigos carros fabricados pela Lada russa, que foram importados durante o governo do ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990 a 1992), mas acabaram virando sucatas, rapidamente.

A origem do dinheiro

Mas, o que de fato são essas famosas e – ao mesmo tempo – ilustres desconhecidas chamadas de “polonetas”? Esse apelido é dado a um crédito financeiro que o Brasil tem com a Polônia desde a época do Regime Militar (1964 a 1985), que constitui uma dívida de US$ 3 bilhões e 800 milhões em dólares norte-americanos.

Fim da Guerra Fria

No começo da década de 1990, com a democratização da Polônia (logo após a Perestroika e a Glasnost do presidente russo Mikhail Gorbachev, que pôs fim à antiga União Soviética, servindo de pretexto para a derrubada do Muro de Berlim e a derrocada dos governos de vários países comunistas, sobretudo no Leste Europeu), o Brasil teve a sensibilidade — seguindo a tendência de todo o mundo ocidental — de reescalonar seu pagamento, com taxa de juros fixada em torno de 0,6% ao ano (muito abaixo dos patamares empregados pelas bolsas de valores e bancos privados que atuam no mercado internacional).

Experiência é relatada

Mas, voltando a falar sobre o novo trabalho do advogado e ex-secretário de Estado, Pedro Adelson lançará o segundo volume do livro intitulado “Sistema Penitenciário – Cotidiano dos Presídios”, às 17h30 do próximo dia 9 de dezembro (5ª feira), no auditório da seccional paraibana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), localizada no Centro de João Pessoa.

Cotidiano dos presídios

A obra traz o selo da editora Idéia, tem prefácio assinado pelo desembargador aposentado Raphael Carneiro Arnaud e reúne uma coletânea de artigos publicados por Pedro Adelson no jornal “O Norte”, à época em que ele foi titular da secretaria de Justiça, Cidadania & Administração Penitenciária, na gestão do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB).

Fonte para pesquisadores

O 1º volume do livro foi lançado há cerca de três anos, no plenário da Assembléia Legislativa, sendo prefaciado pelo então diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Maurício Kuehne, que o considerou como sendo importante fonte de pesquisa sobre o cotidiano do sistema prisional do País, em virtude da maneira didática como o autor escreveu sua narrativa.

Empresário passa bem

Não é verdade nenhum dos comentários que circularam nos últimos dias entre empresários e políticos paraibanos, dando conta de que o proprietário do Manaíra Shopping, Roberto Santiago, estaria acometido de grave enfermidade, fato que o teria obrigado a deixar de comparecer diariamente ao seu gabinete de trabalho, há vários meses.

Proposta de coreanos?

A segunda parte dos boatos dava conta de que Roberto Santiago estaria em vias de fechar negócio com um grupo empresarial coreano, no sentido de vender seu shopping-center, por uma quantia milionária – obviamente – não revelada para ninguém.

Shopping não está à venda

Por conta da insistência dessa informação, circulando através de vários interlocutores, nesta 4ª feira, resolvi conversar com um amigo íntimo dele e a resposta que obtive para a pergunta que eu fiz, foi a seguinte:

– De forma nenhuma amigo… Vejo ele toda semana! Inclusive, na semana passada tomamos um drinque no seu escritório! Logicamente, esse boato de que ele não vai lá não procede!

– Com relação à venda acho improvável! Nunca ouvi falar disso! Esses boatos de venda sempre acontecem!!! Grande abraço!

NOTA DO REDATOR – Realmente, no mundo empresarial pessoense, de vez em quando surgem notícias inverídicas dando conta da compra do terreno onde fica situado o Aeroclube do Bessa pelos donos do Shopping Iguatemi, ou garantindo a venda da casa de shows Forrock para as Casas Bahia e Igreja Universal do Reino de Deus. Claro que nenhum desses dois boatos nunca se concretizou.

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