‘Depois da tempestade vem a calmaria’, esse ditado popular pode ser adotado no mais recente tom conciliador adotado pelo deputado estadual licenciado e atual Secretário de Esportes da Paraíba, Hervázio Bezerra (PSB), quando se refere a crise interna dentro do PSB paraibano. Bezerra que teria chegado a dizer que no momento certo iria dizer deque lado estaria até lembrando casos como do rompimento entre os ex-governadores José Maranhão e Ronaldo Cunha Lima, adotou um tom mais conciliador e voltou a defender a paz dentro da sigla socialista.

“Olha, vou dar um exemplo: existe dissabor entre marido e mulher, entre irmãos, isso é normal. E as afinidades entre Ricardo Coutinho, João Azevêdo e Edvaldo Rosas são infinitamente maiores do que qualquer crise”, afirmou Bezerra ao defender mais diálogos entre o atual governador João Azevêdo e o ex-governador Ricardo Coutinho.

Ontem (19), Hervázio Bezerra (PSB) lamentou, durante entrevista o clima de crise que se estabeleceu no diretório do jardim girassol na Paraíba e avisou que, na hora que for instigado a dizer com quem lado ficará, não ficará em cima do muro.

“Dei meu suor, meu sangue e me dediquei de corpo e alma a esse projeto. Tive debates fortes e acalorados. A crise é real, ela existe, ela é dolorosa, ela é triste para mim. Eu não vou falar se vai haver rompimento, se não vai, de que lado eu vou ficar, porque são pessoas humanas, amigos, estamos falando de dois amigos. Não é à toa que João Azevêdo foi trabalhar no Governo Ricardo na prefeitura de João Pessoa e foi Ricardo que teve a ação e a decisão de dizer – meu nome é João em 2018”, destacou.

O parlamentar confirmou ainda a existência de duas listas que circularam entre os filiados do partido para delimitar quem seria da ala que defende João Azevêdo (PSB) e quem seria da ala que defende o ex-governador Ricardo Coutinho. Mesmo sem ter revelado com quem ficaria, Hervázio disse que, na hora de decidir, não titubeará.

“De repente você se depara com lista de um lado e lista de outro para que você se posicione, eu dizia e confidenciava a alguns amigos sobre a minha situação, dos meus aliados e dos meus eleitores que acreditaram nesse projeto que já estou há oito anos. Qual a opção agora? Se houver esse rompimento, que eu torço e trabalho firmemente para que não ocorra, eu vou falar”, emendou.

 

Redação

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