Após denúncias de que os parlamentares poderiam estar sendo subornados com R$ 4 milhões para votarem contra os pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido), o presidente interino da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), encerrou a sessão plenária e reagendou o processo eleitoral para o dia 2 de fevereiro. A denúncia havia sido veiculada pelo Blog do Noblat.
A expectativa era a de que o Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal confirmasse na tarde desta quarta-feira o nome do governista Wilson Lima (PR) como novo presidente da Casa.
A nomeação de Lima no lugar de Leonardo Prudente, que renunciou ao cargo de comando na Câmara diante do desgaste de ter sido filmado colocando maços de uma possível propina até nas meias, faz parte da estratégia dos aliados do governador José Roberto Arruda de tirar do controle interino da Casa o petista Cabo Patrício.
Com a provável confirmação de Wilson Lima à frente do Legislativo local, ele será responsável por conduzir a tramitação dos três pedidos de impeachment contra Arruda e terá de lidar com uma Câmara envolta em suspeitas de irregularidades e de recebimento de suborno em troca de apoio político. Em tese, Lima pode chegar até a assumir o governo do Distrito Federal. Ele é o segundo na linha sucessória de poder na capital.
Com forte influência no Gama, cidade-satélite a cerca de 30 km de Brasília, Wilson Lima deve abrir espaço para que mais um governista assuma um posto-chave dentro da Câmara.
Quando for confirmado presidente, o parlamentar deixa vago o posto de primeiro-secretário, um dos cinco cargos da mesa diretora. A função, que deve ser ocupada pelo deputado Batista das Cooperativas, engloba assuntos relacionados ao quadro de pessoal.
Suplentes
Após a decisão judicial que impediu que deputados distritais envolvidos no escândalo do mensalão do DEM em Brasília participassem de atividades relacionadas ao processo de impeachment de Arruda, a mesa diretora convocou nesta quarta os suplentes que vão atuar nos processos de afastamento do governador.
Terão 48 horas para se apresentarem os deputados Roberto Lucena (PMDB), Wigberto Tartuce (PMDB), Ivelise Longhi (PMDB), Raad Massouh (DEM), Gil Mesquita (DEM), Joe Valle (PSB), Mário da Nóbrega (PP) e Olair Francisco (PTdoB).
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.
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