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Após ‘sanguessugas’ Benjamin volta a ser alvo da mídia

Corrupção e lavagem de dinheiro: deputado federal da PB envolvido em escândalo das sanguesugas volta a ser alvo de denúncia da mídia nacional

Congresso em Foco repercute indicação de Benjamim Maranhão na poderosa Comissão de Orçamento; paraibano é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha ou bando e crime contra a Lei de Licitações.

 

Depois de virar capa nas principais manchetes de jornais por envolvimento no escândalo dos ‘sanguessugas’, o deputado federal paraibano Benjamin Maranhão (PMDB), voltou a ser alvo da mídia após quatro anos afastado do Congresso.

Uma reportagem do portal Congresso em Foco desta sexta-feira (27) aponta que tanto o sobrinho do ex-governador José Maranhão (PMDB), como outros três políticos ainda devem explicações à Justiça sobre o caso das sanguesugas, por corrupção e lavagem de dinheiro, e mesmo assim foram escolhidos para compor a poderosa Comissão de Orçamento da Câmara.

Confira a matéria na íntegra:

O Brasil é mesmo um país generoso. Há menos de cinco anos a Câmara deixou de analisar o parecer pela cassação do deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), acusado de ser um dos líderes do “braço político” do esquema de desvio de dinheiro público para a compra superfaturada de ambulâncias, o chamado esquema dos sanguessugas. Capixaba escapou da cassação, mas não conseguiu se reeleger em 2006. Este ano, ele voltou à Câmara, conduzido pelos mais de 52 mil votos recebidos em outubro. Três meses após assumir o mandato, o deputado faz parte agora da poderosa Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável pela aprovação da lei orçamentária e pelo acompanhamento da aplicação dos recursos federais.

Foi justamente a apresentação de emendas ao orçamento, cuja análise prévia cabe à comissão, a principal ponta no Congresso do esquema que resultou no pedido de cassação de 72 parlamentares em 2006. Além de Capixaba, outros cinco parlamentares denunciados à época pela CPI integram a atual Comissão Mista de Orçamento. Juntos, eles foram acusados de ter recebido, em valores não corrigidos, mais de R$ 900 mil da Planam, empresa que coordenava a máfia das ambulâncias, em troca da apresentação de emendas que favoreceram a família Vedoin.

Pelo menos quatro desses integrantes da Comissão de Orçamento acusados pela CPI ainda devem explicações à Justiça sobre o caso. Além de Capixaba, também são réus na Justiça Federal de Mato Grosso, que concentra a maioria das investigações, os deputados Jorge Pinheiro (PR-GO) e Benjamin Maranhão (PMDB-PB).

As acusações contra eles são de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha ou bando e crime contra a Lei de Licitações.

Esses processos devem subir em breve para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramitam as investigações contra parlamentares e outras autoridades federais.

 

Márcia Dias

PB Agora

Com Congresso em Foco

 

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