Depois da denúncia dando conta de ‘supersalários’ pagos a diretores do Hospital Ortotrauma de João Pessoa – o Trauminha – o vereador Marcos Henrique, do PT,  justificou, nesta quinta-feira (30), o pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMPJ), solicitada pela oposição com o objetivo de investigar a gestão na unidade médica.

Para o parlamentar, existe a necessidade de averiguar, principalmente, os motivos desses pagamentos, sobretudo porque é inversamente proporcional ao serviço prestado. “Acho que essa investigação se faz necessária e nós da oposição iremos nos reunir para avaliar a possibilidade de uma CPI, a CPI do Osso”, declarou o vereador que garantiu iniciar o diálogo com os demais vereadores para a instalação da Comissão.

Para formalizar o pedido de instalação da CPI a oposição deverá esbarrar na quantidade de assinaturas necessárias, porém, para o vereador, mesmo não obtendo a quantidade exigida pelo Regimento Interno, aqueles que não assinarem terão que dar explicação aos pessoenses. “Eles vão ter que vir à mídia e dizer por que não querem a investigação. A investigação é importante e necessário. O indícios que o vereador Bruno levantou são muito fortes, então, cada um que arque com seus ônus”, destacou Marcos Henriques.

O parlamentar ressaltou que a denúncia feita para seja instalada a CPI na Casa de Napoleão Laureano é extremamente financeira e se baseia, segundo ele, em beneficiamento de pessoas com a possibilidade inclusive de beneficiamentos ilícitos. “O que nós estamos propondo é uma investigação apenas para constatar, se não tiver nada, que não tenha, porque obrigatoriamente pode não ter alguma coisa. Um grau de parentesco não quer dizer que exista ilícitos”, expressou, Marcos.

Na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado estadual Aníbal Marcolino tem feito uso da tribuna constantemente para denunciar, segundo ele, o pagamento de altos salários no Trauminha. Salários estes que se aproximam do valor recebido por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) teto estabelecido no país. O deputado afirmou inclusive já ter levado a denúncia aos órgão competentes. “Denunciei ao Tribunal de Contas, Ministério Público e CRM (Conselho Regional de Medicina). Um médico não pode trabalhar no mesmo ambiente com salário diferenciado”, disse Aníbal.

 

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