A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PP), prestou depoimento à Polícia Federal nessa quinta-feira (16), no âmbito de uma notícia-crime apresentada pelo PSOL da Paraíba em razão de declarações feitas pela parlamentar sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).
Na representação, o partido sustenta que as falas de Eliza configuram transfobia e pede sua responsabilização com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que equiparou atos de homofobia e transfobia ao crime de racismo.
Após ser ouvida pela Polícia Federal, a vereadora classificou o procedimento como parte de uma perseguição política promovida pelo PSOL. Segundo Eliza, esta seria a décima ação judicial movida pela legenda contra ela.
A parlamentar também questionou se a sequência de processos poderia ser caracterizada como violência política contra a mulher e reafirmou que continuará defendendo suas posições públicas. Eliza argumentou ainda que suas manifestações estão protegidas pela imunidade parlamentar.
“Não seria isso uma perseguição política? Não seria isso uma violência política contra a mulher?”, questionou a vereadora após deixar a sede da Polícia Federal.
O caso segue em fase preliminar e ainda não há decisão sobre o mérito da notícia-crime. Caberá ao Ministério Público Federal (MPF) analisar os elementos reunidos no procedimento para decidir se instaura investigação formal ou se apresenta eventual denúncia à Justiça Federal.
