O PSDB promete não recuar das acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mesmo com a disposição do PMDB de apresentar denúncia contra o líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM), ao Conselho de Ética.
Líderes tucanos prometem partir para o confronto com o PMDB no colegiado, mesmo que o processo contra Virgílio seja aceito pelo presidente do conselho, senador Paulo Duque (PMDB-RJ).
“É coisa de mafioso. Eles querem me pressionar, mas não farei concessão alguma ao presidente [Sarney]. Ele não consegue se explicar e cada vez mais a situação dele é insustentável. Não tenho medo do Conselho de Ética. Fui homem e assumi em plenário aquilo que fiz de errado, me comprometi em corrigir”, disse Virgílio à Folha Online.
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), afirmou hoje que vai apresentar denúncia contra Virgílio na semana que vem ao conselho. O PMDB avalia se apresenta três representações individuais contra o tucano ou apenas uma.
Os peemedebistas acusam Virgílio de ter recorrido a um empréstimo de US$ 10 mil do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular a Paris, em 2003. Além disso, Virgílio é suspeito de receber R$ 723 mil do Senado pelo tratamento de saúde da mãe dele, quando o regimento permite gasto anual de R$ 30 mil.
O PMDB estuda se apresenta, em separado, outra denúncia pela acusação de que Virgílio manteve um funcionário fantasma por 18 meses em seu gabinete.
“Em 30 anos de vida pública não me sinto confortável de estar envolvido nessas questões. Mas se você for ver, não tenho um problema sequer na Justiça, como uns e outros têm. Eles estão agindo contra mim porque eu fui o único que falei e cobrei abertamente o presidente Sarney em plenário. Não sou ladrão, não sou mentiroso”, disse Virgílio.
O tucano vai ter que devolver mais de R$ 210 mil aos cofres da Casa como ressarcimento às despesas gastas com um de seus assessores, que continuou recebendo vencimentos mesmo estando na Europa. O senador depositou R$ 60.696,58 nesta segunda-feira e ainda vai pagar três parcelas de R$ 50 mil.
O assessor do líder tucano Carlos Alberto Andrade Nina Neto passou 18 meses estudando na Espanha, mas não deixou de receber salários e de recolher os impostos. O valor total a ser pago, segundo a diretora de Recursos Humanos da Casa, Doris Peixoto, é de R$ 210.696,58.
“Conversei com a Doris e encontramos uma fórmula segura de corrigir isso. Vou devolver o dinheiro e sair disso sem dever um tostão”, disse o tucano.
Denúncias
O PSDB ingressou no Conselho de Ética do Senado com três representações contra Sarney. As ações tratam do suposto envolvimento do senador com os atos secretos, da suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores do Senado e de ter usado o cargo a favor da fundação que leva seu nome e mentido sobre a responsabilidade administrativa pela fundação.
Além das três representações, Virgílio encaminhou outras seis denúncias contra Sarney ao colegiado, das quais duas foram assinadas conjuntamente com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
As punições para Sarney vão desde uma simples advertência verbal até a cassação de seu mandato. A pena tem que ser decidida pela maioria dos conselheiros e em seguida referendada pela maioria do plenário.
Folha
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