Categorias: Política

Ao definir Serra como aético e derrotado Erenice irrita PT

A estratégia de defesa da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, no suposto caso de tráfico de influência no governo federal, irritou parte dos políticos envolvidos na campanha presidencial petista. A avaliação é de que a ministra avançou o sinal ao adotar um tom pessoal na nota oficial distribuída sobre o caso. “Não concordo que a melhor defesa é o ataque. A melhor defesa é a defesa. Seria melhor a Erenice explicar, elucidar o caso, apresentar provas da sua inocência”, apontou o secretário de Comunicação do PT, André Vargas.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, admitiu que o caso pode provocar estragos na corrida eleitoral. “A tarefa da oposição é tentar inflar isso o máximo possível, mas ninguém tem ao mesmo tempo direito de apurar, divulgar, indiciar e acusar. A Polícia Federal e a Comissão de Ética estão apurando as situações. Temos de ter cautela”, disse Dutra.

O principal incômodo da campanha petista com a nota emitida pela Casa Civil diz respeito ao tom eleitoral e à afirmação de que as denúncias partiriam de um candidato “aético” e “já derrotado”. Mesmo com o texto considerado desastroso por petistas ligados à campanha presidencial, a frase comum é de que apenas o presidente pode decidir sobre um possível afastamento de Erenice. “Ela tem o direito de reagir. O presidente Lula é que tem de analisar se essa reação foi ou não exagerada. Não é prudente falar em afastamento neste momento, já que as investigações sobre o caso mal tiveram início”, opina Vargas.

Testemunha
Pressionado pela oposição a entrar no caso, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, declarou ontem que as denúncias que pesam sobre a Casa Civil são graves, mas que ainda não há elementos suficientes que envolvam Erenice no caso. “Temos que fazer apuração preliminar dos fatos para ver se há elementos mínimos que justifiquem que a ministra seja ouvida”, afirma Gurgel.

O procurador ainda criticou a utilização eleitoral do episódio. “O Ministério Público não servirá de instrumento daqueles que têm interesse em mostrar o envolvimento do governo. O MP tem a preocupação de não virar instrumento nem da campanha da ministra Dilma nem da campanha do governador (José) Serra”, resumiu Gurgel. Como Erenice tem foro privilegiado por ser ministra, só poderá ser investigada com a autorização do Supremo Tribunal Federal. Sem o aval dos ministros, ela só pode ser ouvida no inquérito aberto pela Polícia Federal na condição de testemunha.

Correio Braziliense

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