O mais relevante fato na política partidária paraibana, nos últimos dias,
foi a saída de Benjamin Maranhão do PMDB para o Solidariedade, novo partido
criado por Paulinho da Força Sindical. Benjamin é hoje deputado federal e
pretendo concorrer à reeleição.

E o que este fato revela? Revela que, mais uma vez, faltou ao ex-governador
José Maranhão a habilidade necessária para tratar a construção de alianças,
coligações, lançamentos de candidaturas da maneira como deve ser: com
tranquilidade e espírito coletivo.

Em todas as oportunidades que tentou sobrepor sua vontade à opinião de seus
parceiros, Maranhão se deu mal. Agora, uma situação mais do que
sintomática: até seu sobrinho (e principal herdeiro político) rejeitou sua
orientação e deixou o partido no qual a família atua há décadas. Casos
semelhantes já aconteceram com o grupo Cunha Lima, o ex-prefeito de Pedras
de Fogo Manoel Júnior e o ex-senador Wilson Santiago. Concluímos, portanto,
que a tática do PMDB na Paraíba está definhando o partido.

Dito isto, não podemos, nós do PT, também aceitar certas declarações do
ex-governador, que colocam como fato consumado a candidatura de Veneziano
Vital do Rêgo ao Governo do Estado, desconsiderando a possibilidade de
diálogo com o bloco PT/PP/PSC, que também dispõe de nomes para a cabeça de
chapa. Não é algo salutar para quem pretende organizar uma oposição forte,
competitiva, para fazer frente ao atual governador e aos tucanos, partir do
princípio de que agora resta apenas discutir quem fica com a vaga de vice e
de senador.

Lembremos que, nas três oportunidades em que apoiamos o PMDB na Paraíba,
fomos derrotados, enquanto que, quando decidimos por uma candidatura
petista autêntica, vencemos de forma incontestável a eleição para prefeito
da Capital.

Fica o recado!



Redação com Assessoria

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