O Partido dos Trabalhadores planeja (e deve) apresentar candidatura própria à Prefeitura de João Pessoa, para suceder ao prefeito Luciano Cartaxo. Cogita-se o nome do ex-deputado Luiz Couto, uma das maiores expressões do partido na Paraíba.

Sobretudo neste cenário de “cacarecos” – com honrosas exceções – um nome como o de Couto impõe respeito e eleva o nível da disputa. Couto tem projeto, história com a cidade, uma legião de eleitores e, podemos dizer, até uma militância disposta a trabalhar.

Em se tratando do padre Luiz Couto, que integra a equipe de primeiro escalão do governo João Azevedo, o grande problema é: tem disposição e saúde para enfrentar uma jornada dessa magnitude? Está aí o maior problema, sem falar que também cabe outra questão: será mesmo que Luiz Couto está a fim?…

Não precisa só ser Luiz Couto, não basta ter a chancela do Partido dos Trabalhadores (que, apesar de tudo que tem acontecido é uma marca forte e não é legenda de aluguel), e também não chega só querer. A menos que fosse uma candidatura decorativa, apenas para a legenda figurar no cenário.

É preciso muito mais: disposição, saúde e vontade de vencer.

Tem mais
Mas também não falte quem aposte que o Governo vai apelar para que o deputado Luiz Couto convença o seu partido a apoiar um candidato da indicação ou simpatia do Palácio da Redenção.

Será que Couto se prestará a tal missão?

Entregou
Luiz Couto perdeu uma campanha que estava ganha, na disputa pro senado, em 2018. Não tinha saúde e, por extensão, também lhe faltava disposição para enfrentar a maratona. Não basta ser candidato, tem que participar, tem que ir a todo lugar. Tem que ir de comício a aniversário de filho de líder de bairro. A jornada é dura e cansativa.

Engessado
Convenhamos: a gestão do governador João Azevedo está completamente engessada. Anda no ritimo do “vamos indo”, o que equivale um “apenas tocando o barco”.

Também não é pra menos: a Operação Calvário não dá sossego; desmantelou uma parte de sua equipe, e vive bafejando no cangote do governo o tempo todo.

Dizem as más línguas que ainda pode cair gente.

O Judiciário
Nas rodas de política, em João Pessoa, cresce o zum-zum-zum de que a Operação Calvário teria sofrido um desaquecimento. Motivo: na rota e na velocidade que ia, chegaria rapidinho ao Judiciário e poderia até morder o próprio rabo…

Por morder o próprio rabo entenda-se: chegar ao Ministério Público.

Será?!
Pode até não ser, é claro. Mas, em se tratando de Brasil, se disser pega… corre gente pra todo lado.

Mas sobram muitos bons, evidentemente.

Tempos ruins
Vivemos tempos nebulosos, neste Brasil de meu Deus. Navegamos em águas turvas. Os valores estão invertidos.

Quando vejo picareta dom discurso de honesto dando uma de paladino, aí é que eu fico convencido de que estamos nadando em rio de piranhas.

Mas, como sempre, a história será implacável. Daqui há alguns anos, e não serão muitos, não faltará gente para negar ter dito o que está dizendo e ter feito o que está fazendo.

O pior é que eles pensam que o povo é burro…

Tratamento
Nesta sexta-feira (6) farei mais uma cirurgia para remover um tumor na bexiga. O processo é lento e gradual. A remoção exige várias etapas.

Nada de assombrar, mas é desgastante, sobretudo psicologicamente.

 

Wellington Farias
PB Agora

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