Desde o início da sua gestão, o governador João Azevêdo deu clara demonstração de que é um homem de diálogo. Tem reconhecido a relevância de sua base incondicionalmente aliada, e mais: disposto até a prestigiar os “aliados-mas-depende”, que se declaram independentes, como o chamado G10, que, segundo as notícias mais recentes, passou a ser G11, mediante a adesão do deputado Doda de Tião.

Pelo que se percebe, no entanto, o governador João Azevêdo em muito pouco tempo se deu conta de que, flexibilizando demais, corre o risco perder o controle da situação, na relação Governo-base aliada. Por vários motivos, a partir da enxurrada de demandas e pressões outras emanadas dos chamados “independentes”. Azevêdo, ao que parece, resolveu dar um freio de arrumação.

Ao ser abordado pela imprensa sobre ampliação do G10 para o G11, o governador, bem ao estilo do seu antecessor, Ricardo Coutinho, foi curto e grosso na resposta aos jornalistas. Foi assim:

“Eu não tenho muita preocupação com G. O único G que eu tenho preocupação, efetivamente, é o G de governo. Nós temos uma base na Assembleia. A gente tem que entender isso: não são grupos na Assembleia. Nós temos deputados de uma base. Aqueles que se sentirem à vontade na base, vão continuar; aqueles que não se sentirem, eu não posso forçar a permanência. E aí é a decisão de cada um. O governo fez, durante todo o primeiro semestre, reuniões com grupos separados, e depois fizemos reuniões conjuntas. A partir de agora, só haverá reuniões com toda a base. Nada será tratado com grupos separados”.

O que evidenciado das declarações textuais de João Azevêdo é o seguinte: tudo como dantes no Quartel de Abrantes, ou seja: ou é governo, ou não é; ou está comigo, ou não está. Essa história de “independente” não rola. Portanto, a partir de agora, seja nas reuniões, seja nos debates e, principalmente, nas votações da Assembleia, o governo quer saber quem está de que lado.

Essa nova postura de João Azevêdo, menos flexível com os “independentes”, vem desde a semana passada. Não entendeu quem não quis, mas as movimentações palacianas deram todas as dicas…

Por exemplo: com a saída do governo do ex-secretário de Comunicação, Luís Torres, foi removido da Secretaria de Governo para a Secom-PB o jornalista Nonato Bandeira, sobre quem alguns deputados do agora G11 manifestavam declarada antipatia. Para piorar, para o lugar dele foi ninguém menos de que Edvaldo Rosas, presidente do PSB e pessoa da mais absoluta confiança do presidente da Fundação João Mangabeira, Ricardo Coutinho.

Nos bastidores da política, as perguntas mais frequentes são: Até que ponto o João Azevêdo menos flexível com os “independentes” é resultado da influência do seu antecessor Ricardo Coutinho? Terá o governador nomeado Edvaldo Rosas por iniciativa própria, ou por aconselhamento de Ricardo Coutinho? Ou será que Rosas foi uma escolha pessoal de João a título de recado aos “independentes”?..

O que também está na pauta dos burburinhos políticos é a leitura de que a nomeação de Edvaldo Rosas para cargo tão relevante sepulta a expectativa de que João e Ricardo estavam na iminência de um rompimento político.

Agora, só resta esperar os próximos lances do xadrez político. A propósito, também comenta-se nos bastidores da política que, a qualquer momento, João Azevedo pode movimentar uma Torre e um Cavalo ávido por xeque-mate…

Ainda o parque

A propósito da coluna anterior, sobre o Parque Solon de Lucena, recebemos várias mensagens – algumas a título de reparo. Ama delas observa que o ex-prefeito Hermano Almeida havia feito um grande trabalho no Parque Solon de Lucena.

Realmente, o engenheiro Hermano Almeida entrou para a galeria dos melhores prefeito de João Pessoa, tento promovido grandes avanços na área urbana, quando executou o Projeto Cura, abriu corredores e grandes avenidas em várias direções.

 

Wellington Farias

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