O clima está calmo, o tempo também. Não se vê chuvas, nem se ouve trovoada no céu de brigadeiro do governador João Azevêdo (PSB). Ele taxiou bem, decolou ainda melhor, e turbulências foram sanadas graças a sua habilidade para contornar nuvens pesadas e fugir dos raios enviados por aliados e oposicionistas. Mas o que pode surgir após o recesso parlamentar e a proximidade do pleito de 2020?

Observando a estabilidade da sua aeronave, o ritmo das obras e ações da gestão serão mantidas, seguindo a rota de voo traçada em janeiro último. Porém, no que diz respeito às estratégias políticas visando as próximas eleições, está obvio que João Azevêdo terá que realizar muitas voltas invertidas, loopings, “folhas seca” e rasantes para atender deputados estaduais, federais, um senador, prefeitos, vereadores e correligionários que estão de olho nas prefeituras paraibanas.

O chefe do Executivo paraibano terá que buscar a destreza dos pilotos que integram a “Esquadrilha da Fumaça” a fim de não passar uma rota de voo errônea para a torre de comando. Afinal, por menor que seja uma vírgula, ela muda toda a estrutura de um texto. O governador sabe disso, e não quer provocar colisões, pois o excesso de “aeronaves” voando baixo no espaço aéreo do Palácio da Redenção tenderá a vir.

E tal fluxo aéreo começará se intensificar em agosto, após o reinício dos trabalhos na Assembleia Legislativa da Paraíba. O socialista terá o desafio de arrebanhar algumas ovelhas desgarradas que não estão satisfeitas em ser oposição ao governo do Estado, negociar cirurgicamente com o chamado G10, dar total atenção a sua base para evitar “ciúmes” e aplacar os ânimos daqueles considerados “ricardistas raiz”.

Agora é aguardar as linhas de comando de Azevêdo à frente da aeronave chamada Paraíba. Manusear o manche no mais ínfimo grau para a esquerda ou direita fará a diferença quando o avião completar sua rota de voo, havendo escala prevista em 2020 para o processo eleitoral.

Eliabe Castor
PB Agora

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