Por pbagora.com.br

É preciso entender que, ao citar determinadas pessoas, siglas partidárias ou todo um cenário hipotético da política interna ou externa, o jornalista não está necessariamente contra ou favorável a “A” ou “B”. Nós fazemos nossa função. Como um médico, engenheiro, pintor ou gari. Vivemos e sobrevivemos da notícia. Do que estudamos e aprendemos. Do nosso conhecimento de mundo. É claro que na Terra, pelo menos neste planeta, não há imparcialidade absoluta, muito menos a verdade para todos. Somos diferentes. Ímpares. Não há uma conjugação unânime. E os que pensam diferentes, lamento, somos seres humanos. Não papagaios para repetir frases de outros.

Outras profissões seguem o seu ofício. Um médico, por exemplo, jamais vai perguntar algo que fuja do que foi preparado. E não há lógica colocar o todo em uma lata de lixo pelo simples fato que existem exceções para “desonrar” qualquer profissão.

Agora o leitor vai indagar o motivo do preâmbulo real, não defensivo. E respondo: houve uma “demonização” nos últimos tempos contra nossa categoria. E entendo e até explico: tudo parte de uma polarização irracional que vem levando o Brasil à fossa séptica.

Mas aqui estou. Eu e outros tantos colegas no país a buscarem levar com a menor “gravidade” do cosmos notícias e análises verdadeiras. Somos jornalistas, não produzimos fake news, exceto um ou outro que recebe bem das altas castas em dias atuais ou em tempos pretéritos.

E nessa lógica da ética kantiana vou afirmar que, independente da Operação Calvário, o nome do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), perdeu força, mas está longe de ser ele um derrotado.

E não vou entrar nos acessos estreitos ou largos da Operação Calvário, que o apontam como o grande chefe da organização criminosa (Ocrim) socialista. Fato bastante conhecido dos paraibanos que não preciso colocar em detalhes sobre a mesa de bilhar, afinal, todos ou quase todos que se interessam pela política local entendem os movimentos do Ministério Público da Paraíba, Justiça em Primeiro Grau e os recursos jurídicos formatados pela defesa do ex-governador em instâncias superiores do jurídico brasileiro.

Digo, apenas, que ele continua com uma força política surpreendente. Apesar de tudo que aconteceu contra sua pessoa. Ele figura como o mais votado a prefeito em João Pessoa nas eleições deste ano, baseando-se na enquete formulada pela rádio Arapuan FM, que decidiu formular um questionamento para 100 ouvintes, a fim de saber a opinião do pessoense com relação à disputa a chefe do Executivo municipal da Capital.

Ricardo Coutinho recebeu 25 votos. A outra, digamos, verdade já anunciada vem do ex-senador e ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, hoje vinculado às hostes do (PP). Por sua simplicidade , recebeu a alcunha de “Caboclinho” ou “Caboquim” quando esteve à frente da gestão da Capital das Acácias. Fez muito, pelo que me lembro.

E nesse contexto, pode-se fazer uma leitura óbvia: os mais “antigos” lembram da gestão de Cícero. Então, é de supor que, após duas décadas ou mais longe do cenário político, tenha recebido 23 votos. Apenas dois a menos que Coutinho.

Por fim, faz-se evidente que outros foram bem lembrados, mas as considerações da coluna de hoje recaem, de forma surpreendente, à preferência de votos em João Pessoa, observando, sempre, a sobriedade do que escrevo. E digo: sempre com ética!

 

Eliabe Castor
PB Agora

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