Por pbagora.com.br

Não demorou muito para que o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), passasse da qualidade de quadro técnico, para o de agente político, com estratégia, perspicácia e expertise para jogar o xadrez político no Estado.

Neste segundo turno das eleições em João Pessoa, ao ajudar a eleger Cícero Lucena (PP) prefeito, João ‘matou dois coelhos com uma só cajadada’.

Não por menos!

Conseguiu eliminar o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) da cena política ainda no primeiro turno e também realizou o feito de eleger o novo prefeito da Capital do Estado, sonho almejado, mas nunca alcançado por Coutinho.

O socialista, por duas vezes, tentou emplacar aliadas para cargo mais importante de João Pessoa, mas amargou duas derrotas consecutivas, uma nas eleições de 2012, com Estela Bezerra sem sequer figurar no segundo turno, e outra nas eleições de 2016, com a ruína de Cida Ramos (PSB) ainda no primeiro turno daquele pleito.

João não precisou engrossar o tom de seu discurso, manchar a imagem dos adversários, ou protagonizar polêmicas cujo objetivo fosse desmoralizar a conduta dos concorrentes. Professor por formação, João ensinou como se pode ser político sem ser politiqueiro; como rebater, sem ser rasteiro; como vencer sem ser trapaceiro.

João se agiganta para 2022.

É um forte quadro para a reeleição e se continuar a mostrar serviço com resultados, poderá, até mesmo, repetir o êxito das urnas em 2018 e levar uma vitória ainda no primeiro turno.

Sei que é cedo para prognósticos positivos.

A política, é como uma nuvem, você olha agora e está de um jeito, olha daqui a pouco, e está de outro. Mas, a preço de hoje, João pode comemorar, com o sentimento de dever cumprido e com a consciência limpa de quem ajudou no bom debate, plantou sementes e pode colher os frutos que brotaram da sua maneira séria e ética de fazer política. Governará o Estado pelos próximos dois anos tendo o maior número de prefeitos aliados, incluindo a Capital.

Os próximos passos não serão fáceis.

A pandemia ainda está em voga e exigirá união de todos. Contudo, administrar essa fase em consonância com aliados é meio caminho percorrido para o êxito na tomada das próximas decisões.

 

Márcia Dias
PB Agora

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