A nota emitida pela presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, em que – nas entrelinhas – atira sobre o deputado Anísio Maia a pecha de “laranja” a serviço da direita é injusta e desrespeitosa com o candidato do seu próprio partido à Prefeitura de João Pessoa.
Tudo bem que, do ponto de vista de estratégia dos segmentos da esquerda para enfrentar a direita neste processo, a teimosia de Anísio Maia de se manter candidato à sucessão de Luciano Cartaxo – respaldada por todo o Diretório Municipal do PT – pode até favorecer ao avanço da direita. Mas daí a dizer – ou simplesmente insinuar – que o deputado estaria deliberadamente a serviço de alguém vai uma distância e tanto.
Por gravidade, a nota assinada por Gleisi Hoffmann atinge todo o Diretório Municipal petista, incluindo a sua presidente, Giucélia Figueiredo.
Sobretudo Giucélia e Anísio Maia são, reconhecidamente, os melhores quadros do Partido dos Trabalhadores na Paraíba. As suas respectivas histórias de militância, e luta no enfrentamento da direita, não dão cabimento a Gleisi, para que trate de forma tão injusta, deselegante e grosseira os que sempre foram para o PT “bravos companheiros de Lula”.
A menos, é claro, que haja algo de sujo por trás do projeto que, neste momento, Anísio Maia representa neste processo, o que seria uma tremenda surpresa para todos que acompanham a história política da Paraíba, sobretudo naquilo que é inerente ao Partido dos Trabalhadores.
Na dúvida, o mais prudente é julgar cada um pela história que construíram ao longo de suas caminhadas. E, com toda a certeza, por este ponto de vista, Anísio e Giucélia ainda têm bastante crédito.
Sem falar no direito líquido e certo do deputado de disputar a eleição para prefeito.
Independente de qualquer outra coisa, no entanto, os segmentos da esquerda correm o sério risco de entregar o ouro ao bandido. Ou seja: possibilitar que a direita ou o bolsonarismo tome conta também da Prefeitura da Capital.
Neste ponto, aí sim, o deputado Anísio Maia pode estar cometendo um sério equivoco, embora não deliberadamente: o de inviabilizar a união de todos os segmentos da esquerda num mesmo projeto capaz de, de fato, impedir a ascensão da extrema-direita à Prefeitura da Capital.
No contexto atual da política pessoense, apenas um nome tem tamanho e densidade eleitoral para evitar a ascensão do bolsonarismo e da direita ao cargo de prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho.
Mesmo assim, dadas as circunstâncias por tudo que lhe tem acontecido nos últimos tempos, ele teria de ter o reforço e o apoio de todos os segmentos da esquerda.
Wellington Farias
PB Agora
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