A política externa comercial do governo Bolsonaro está pautada numa relação direta com os Estados Unidos. O presidente estadunidense, Donald Trump, vem alinhando seu discurso que a América é para os americanos. Esse entendimento consta em seu embrião na chamada “Doutrina Monroe” que, sob seu aspecto formal, pretendia postar a posição dos EUA enquanto liderança continental capaz de garantir a soberania das nações latino-americanas frente às potências européias.

Tal lógica foi fomentada em 1823 pelo presidente dos Estados Unidos, James Monroe, e vem seguindo seu curso até os dias atuais. Embora não necessite de um quociente de inteligência elevado para perceber (perdoe-me o termo ultrapassado) que o “colonialismo” do Tio Sam sempre esteve em voga na América Latina, ele está, e mais forte que nunca. E não vou entrar em detalhes econômicos, sociais e políticos nesse processo que envolve o governo norte-americano e o nosso país.

E para deixar delimitado o tema, bem pouco ou nada vou falar do comunismo chinês e seu líder maior, Mao Tsé-Tung, embora as relações do Brasil com a nação da bandeira vermelha, com larga estrela envolvendo foice e martelo sejam fortes na atualidade. Mesmo que o presidente Bolsonaro busque “deslocar” os laços exitosos que conjugam Brasil e China, não se pode descartar um parceiro comercial mais adequado, na escala da economia mundial, e seus diversos fatores, observando o mercado e investimentos chineses em nossas terras.

E nessa “onda” de uma guerra comercial envolvendo EUA e China, o governo do presidente “mito” preferiu a velha submissão ao governo dos Estados Unidos. Bem, busquei ser sucinto, mas impossível para a minha pessoa ser mais direto, observando que a política externa afeta a vida de todos os cidadãos brasileiros. E nesse espaço e tempo, o Nordeste e, claro, a pequenina Paraíba, se enquadram nesse “cosmos”.

E como tudo isso nos afeta? Vou dar um exemplo atual, que muitos tentaram, mas não conseguiram na governança paraibana. A excelente relação exitosa da China com nosso Estado. Nosso “Sublime Torrão”. O governador João Azevêdo (PSB), seguindo uma postura federalista, mas independente, estreitou os laços com o país mais populoso do mundo. Em tempo: não se configura o posicionamento como ato de “rebeldia” paraibana. Uma nova versão da “República de Princesa”. Não é isso, e o chefe do Executivo paraibano entende assim, e está correto.

E o que já vem sendo formado nessa “gestação” bilateral Paraíba-China? Ora pois! Como diria qualquer lusitano. A formatação de um “feto econômico” imenso, observando como exemplo o protocolo assinando para a implantação do estaleiro de reparos em Lucena, cujo investimento injetará no Estado paraibano algo próximo à quantia de R$ 3,5 bilhões, estando nesse acessório econômico a abertura direta de seis mil empregos.

Então, muito mais que arroubos políticos, a Paraíba, na gestão de Azevêdo, vem progredindo em relações além-mar, ultrapassando divisas e fronteiras paraibanas e do continente. O registro é importante, pois uma nova política econômica na e para a Paraíba começa a ser desenvolvida. E que venham comunistas, socialistas e liberais. Nada impede que ideologias políticas interfiram em nosso Estado. Nossa economia carece de bons parceiros. Ponto para o governador!

 

Eliabe Castor
PB Agora

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