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Análise – A ideia de Ricardo Barbosa é muito boa e deveria ser adotada em território nacional

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A ideia do deputado estadual Ricardo Barbosa, de impor restrições de direitos àqueles que não tomarem a vacina contra o coronavírus é ótima. Das melhores, dentre tantas outras que vieram à tona na discussão sobre pandemia.
Mais do que isso: deveria ser amadurecida e preservada para, no tempo hábil, quando houver doses para toda a população, ser adotada em todo o Brasil pelas instâncias competentes.

Fora de pauta
A pedido do próprio Ricardo Barbosa, o projeto foi retirado de tramitação, na Assembleia Legislativa da Paraíba. Para tanto, o autor levou em conta que, pelo menos de imediato, não haverá vacina suficiente para todos os cidadãos. Sendo assim, portanto, não há como se aplicar as restrições aos arredios teimosos, para não dizer os negacionistas.

O projeto gorou, mas a ideia ficou. Está aí, vivíssima, saltitante no palco do bom senso (eita!, agora me lembrei dos arroubos verbais do intelectual e ex-deputado Judivan Cabral – que Deus lhe tenha bem ao seu lado).

A ideia consiste em impor restrições, digamos, como cancelamento de CPF, impedimento de votar e ser votado. Enfim, sanções que implicariam em enormes dificuldades para o cidadão.

Não sei se as sanções seriam exatamente estas. Quando procurei o processo já havia sido tirado de pauta. Mas a ideia é por ai

Livre arbítrio, como assim?!
Contra o projeto do deputado Ricardo Barbosa ergueu-se – o que já era esperado – uma muralha de ignorância, com argumentos cuja debilidade é quase do mesmo tamanho de importância da ideia do projeto.

“Ah, não pode! Não é lícito! E a democracia, e o livre arbítrio? O cidadão é dono de si e toma vacina se quiser, ninguém pode empatar”, bradou meia-dúzia de incautos nas praças e ruas, e até em microfones de rádio.

Que livre arbítrio, cara-pálida?! Está-se falando de saúde pública, de uma pandemia que botou o planeja em xeque com um dos mais brutais e abrangentes ataques virótico que o planeta já sofreu.

Se porventura o vírus só atacasse os negligentes, aí sim, o nobre incauto poderia lançar mão deste argumento, porque se ele quer morrer, ora que morra, mas sozinho..l.
Na medida em que o cidadão não toma a vacina, porém, permanece totalmente vulnerável e na perigosa condição de vetor em potencial do coronavirus.
Parabéns ao deputado Ricardo Barbosa pela grande ideia.

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