Alvo da Operação Lastro, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (30), o ex-prefeito de Sousa e candidato a deputado federal Fábio Tyrone (PSB) afirmou, em nota divulgada após a ação, que recebeu a diligência “com absoluto respeito e tranquilidade” e que nada de ilícito ou irregular foi encontrado em sua residência.
A operação investiga a possível utilização de recursos de pessoa jurídica no financiamento irregular de campanha eleitoral, incluindo despesas não declaradas. A apuração também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Sousa, além de ter sido determinado judicialmente o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 9 milhões.
Ainda de acordo com a PF, em uma diligência relacionada à investigação realizada anteriormente, foram apreendidos aproximadamente R$ 380 mil em espécie e duas pessoas foram presas em flagrante. O material recolhido será analisado para esclarecer a origem e a movimentação dos recursos e a eventual participação dos envolvidos. As investigações seguem sob sigilo.
Em seu posicionamento, Tyrone ressaltou que os agentes foram recebidos e que todas as solicitações feitas durante o cumprimento do mandado foram atendidas. O candidato afirmou respeitar as instituições, as decisões judiciais e as autoridades responsáveis pela investigação.
“Ao final da diligência, nada de ilícito ou irregular foi encontrado em minha residência”, declarou.
O ex-prefeito também afirmou que não existe, até o momento, condenação ou conclusão de investigação que permita um prejulgamento e defendeu que os fatos sejam apurados com transparência e respeito à presunção de inocência.
“Respeito as instituições, confio na Justiça e estou à disposição para todos os esclarecimentos necessários e tenho a certeza de que a verdade será esclarecida”, afirmou.
Tyrone afirmou que continuará colaborando com as autoridades e que sua defesa será feita pelos meios legais. “Não fugirei de qualquer esclarecimento que seja necessário”, disse.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias das movimentações financeiras e individualizar a eventual participação dos envolvidos, mantendo o respeito à presunção de inocência.
PB Agora
