O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), mantém firme a decisão de não pautar qualquer pedido de impeachment contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, mesmo diante da forte pressão da família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro protocolou em 23 de julho de 2025 um pedido formal de afastamento do ministro, alegando abuso de poder e violações de direitos individuais. Apesar desse movimento da oposição, Alcolumbre — que detém a prerrogativa de pautar ou arquivar esses processos — rejeita ceder às pressões políticas.
Fontes próximas ao presidente do Senado afirmam que Alcolumbre considera que abrir um impeachment de um ministro do STF num momento de polarização extrema “só vai criar mais conflitos”. Ele defende que o mais adequado é a harmonia entre os Três Poderes, com cada um respeitando suas competências sem invadir a esfera do outro.
A pressão da família bolsonarista — representada por Flávio e Eduardo Bolsonaro — chegou a incluir insinuações de possíveis sanções dos Estados Unidos contra Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, por não atender às pautas bolsonaristas como impeachment e anistia. Porém, a resposta oficial de Alcolumbre tem sido manter o silêncio diplomático e ignorar os apelos, para evitar amplificação dos conflitos.
Estruturalmente, existem mais de 50 pedidos de impeachment acumulados no Senado, dos quais cerca de 28 são contra Alexandre de Moraes e outros 17 contra o presidente do STF, Luís Roberto Barroso. Mesmo assim, Alcolumbre segue firme na estratégia de arquivar ou segurar esses processos, reforçando sua visão de que o Congresso não deve atuar como instância corretiva do STF.
Redação com UOL








