O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou neste sábado, 13, que a eleição que lhe garantiu o segundo mandato foram realizadas de forma “justa e livre”, rechaçando as denúncias de irregularidades feitas por seu rival na disputa. Ahmadinejad acusou a mídia estrangeira de incitar o ódio da população. “As pessoas votaram em minhas políticas”, afirmou o presidente conservador em discurso televisionado um dia depois da votação.
Enquanto ele discursava, partidários de Mousavi entravam em choque com a polícia em várias regiões em Teerã, entoando frases anti-Ahmadinejad, disseram testemunhas. Apesar de a polícia ter proibido as manifestações, os partidários da oposição tomaram as ruas da capital gritando palavras de ordem como “liberdade” e acusando o presidente de “ladrão”.
“Está foi uma grande vitória, num momento em que a propaganda entra facilmente no Irã e, dentro do país, é mobilizada totalmente contra o nosso povo”, afirmou o presidente reeleito. “Uma grande pressão e guerra psicológica foi organizada contra o povo do Irã, um grande parte da imprensa estrangeira organizou uma luta contra o nosso povo”. “Todos devem respeitar o voto do povo… nós precisamos de uma atmosfera calma para construir o país”, disse Ahmadinejad.
Ahmadinejad, que assumiu o poder em 2005 com a promessa de restabelecer os valores da revolução islâmica de 1979, acusou seus adversários de corrupção durante a campanha. Eles acusaram-no de mentir sobre a economia, que está com alta inflação. “Eu mencionei algumas pessoas durante a campanha. Eu fui acusado de insultá-los, mas não houve qualquer insulto”, disse o presidente, referindo-se a seus comentários sobre o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, partidário de Mousavi.
O candidato derrotado, o moderado Mir Housein Mousavi, afirmou neste sábado que “se opõe vigorosamente” ao que ele descreveu como muitas violações nas eleições presidenciais do Irã. Mousavi perdeu as eleições de sexta-feira por uma maioria esmagadora ao presidente Mahmoud Ahmadinejad, de acordo com dados oficiais. “Eu pessoalmente me oponho vigorosamente às muitas violações óbvias, e estou alertando que não vou me entregar a essa charada perigosa. O resultado da ação de algumas autoridades vai colocar sob risco os pilares da República Islâmica e vai estabelecer uma tirania”, disse o candidato no comunicado.
Mousavi, que no fim da sexta-feira disse que tinha vencido a eleição, chamou o resultado oficial de “chocante”. “As pessoas que esperaram em longas filas sabem a composição dos votos e eles mesmos sabem em quem votaram”, dizia seu comunicado. “Eles estão surpresos e observando os malabarismo das… autoridades quando elas anunciaram o resultado”. Mousavi disse que vai revelar os “segredos por trás desta charada perigosa” e acrescentou: “eu sugiro que as autoridades parem com esta tendência antes que seja tarde demais e voltem à terra das leis e preservem os direitos das pessoas.”
O ministro do Interior iraniano, Sadeq Mahsuli, negou as acusações de irregularidades no processo eleitoral e afirmou que “não foi recebida nenhuma queixa por escrito” que denuncie supostas fraudes. Em entrevista concedida em Teerã, o responsável iraniano admitiu que houve algumas tensões entre os interventores dos diferentes candidatos, mas que não há “indício” de que isso tenha levado a violações da lei eleitoral. “Não fomos informados de que tenha havido violações que tenham influenciado no voto, não existe nenhuma queixa por escrito”, reiterou o ministro perante a insistência dos jornalistas.
Os resultados fornecidos pelo Ministério do Interior concederam a vitória nas décimas eleições presidenciais do Irã ao atual líder, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, com 64% dos votos. Logo após o fechamento das urnas, o próprio Mousavi afirmou ter vencido as eleições e advertiu que os observadores de sua campanha tinham detectado numerosas irregularidades em favor do rival.
O polêmico e surpreendente resultado das eleições foi respaldado pelo próprio líder da revolução, aiatolá Ali Khamenei, que pediu aos candidatos para aceitarem o veredicto do povo e apoiarem o novo presidente. “O presidente eleito é o presidente de toda a nação iraniana e inclusive aqueles que ontem (sexta-feira) foram seus rivais devem agora respaldá-lo e ajudá-los, porque é um dever divino”, afirmou Khamenei. “A participação de mais de 80% da população e os mais de 24 milhões de votos emitidos é motivo de verdadeira comemoração e um bom sinal que garante a continuidade do progresso da nação e a segurança nacional”, ressaltou o líder supremo.
Estadão
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