O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), negou nesta quinta-feira (2) preocupação com o chamado “fogo amigo”, que teriam ajudado a derrubar seu antecessor, Mário Negromonte, que anunciou sua demissão hoje.
"Nós estamos preocupados agora é em trabalhar. A melhor resposta que nós temos [contra fogo amigo] é: trabalho", disse o deputado federal em sua primeira entrevista coletiva no Palácio do Planalto após a confirmação oficial de sua entrada no governo federal.
Questionado sobre seus problemas na Justiça, Ribeiro disse que isso é “assunto vencido”. Ele respondeu a um processo por improbidade administrativa no período em que era secretário da Agricultura da Paraíba por um convênio firmado com o Ministério da Agricultura para o combate à febre aftosa. Na época, ele comprou equipamentos que não diziam respeito à doença, como medicamentos médico-hospitalares. O argumento dele era de que o convênio foi cumprido integralmente e que a ocorrência do surto era emergencial, o que justificaria a falta de licitação na compra dos medicamentos.
Ribeiro também minimizou as acusações que envolvem seus familiares. Reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" divulgada hoje mostrou que ele teria direcionado programas para beneficiar politicamente a família. Em maio do ano passado, ele enviou uma indicação para Negromonte incrementar o programa Minha Casa, Minha Vida em Pilar (PB), município administrado por sua mãe, Virgínia Maria Veloso Borges. O novo ministro teria ainda destinado cerca de R$ 800 mil em emendas para a cidade de Campina Grande (PB), onde sua irmã é pré-candidata à prefeitura neste ano.
Em sua defesa, Ribeiro afirma ser “natural” como deputado destinar emendas parlamentares ao seu reduto eleitoral. “Não tem o menor fundamento [falar em favorecimento]. É papel do parlamentar colocar suas emendas para seu Estado." O ministro não comentou especificamente o caso de indicação para sua mãe.
Com relação ao fato do avô dele, o ex-deputado Aguinaldo Veloso Borges, ser apontado como mandante do assassinato do fundador da Liga Camponesa de Sapé (PB), João Pedro Teixeira, em 1962, Ribeiro disse apenas que “nasceu em 1969” e negou-se a comentar um assunto anterior ao seu nascimento.
Uol Notícias
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