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A verdadeira história da AABE

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Existe algo de muito estranho mesmo por trás dessa complicada história da venda do terreno localizado na praia do Poço, pertencente ao espólio formado pelos ex-funcionários do extinto Paraiban (reunidos na foto ao lado), na condição de ex-sócios da malfadada entidade clubística.

Manto de mistério

Todas as vezes em que eu – pessoalmente, também na condição de ex-funcionário concursado do antigo Banco do Estado da Paraíba – procuro saber informações a respeito de tal transação imobiliária, as portas começam a ser fechadas em torno do assunto, cercado – como sempre – por um véu de mistério.

Quitada a primeira parcela

O último episódio referente ao assunto aconteceu na semana passada, quando os compradores do terreno que fica em frente ao falido Intermares Water Park-Beach Point, pagaram a primeira parcela correspondente a 50% do negócio, no valor de R$ 4 milhões.

Venda por R$ 8 milhões

O pagamento foi acertado em duas parcelas iguais, perfazendo o total de R$ 8 milhões, a serem rateados proporcionalmente entre os ex-sócios da entidade, que se habilitaram através de documentos comprobatórios de suas situações funcionais na época da falência do Paraiban (privatizado posteriormente em leilão feito pelo Governo do Estado, em 1997, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) junto a uma Comissão de Notáveis formada pela diretoria do Sindicato dos Bancários.

Sonegando informações

É aí que começa o problema. Fiz vários apelos ao atual secretário de Infra-Estrutura da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Lucius Fabianni (suplente de vereador do PT), para que na condição de ex-presidente do sindicato, me fornecesse informações sobre a venda da AABE, mas isto sempre me foi negado, até hoje.

Transação nebulosa

O próprio presidente da tal Comissão de Notáveis, Expedito Madruga (ex-gerente da desativada agência do Paraiban de Sapé), nunca veio a público esclarecer aspectos nebulosos da transação imobiliária celebrada pelos gestores da massa falida da AABE (Associação Atlética do Banco do Estado) e os compradores do terreno na praia do Poço.

Pagamento programado

Nesta quinta-feira, fiquei sabendo que a próxima parcela de R$ 4 milhões deverá ser paga daqui a cerca de 90 dias (três meses), fechando assim a quitação do contrato de compra e venda registrado no cartório da Comarca de Cabedelo (município onde a praia do Poço fica localizada).

Indenização é proporcional

O valor referencial médio a ser pago a cada um dos ex-funcionários do Paraiban, dependendo – é claro – do seu respectivo tempo de serviço (comprovado oficialmente) é de aproximadamente entre R$ 8.000,00 a R$ 10.000,00 para quem tiver algo em torno de 20 anos como servidor, registrado em Carteira Profissional assinada ou através de Portaria de Nomeação por parte do Governo do Estado.

Dinheiro não chega a ex-sócios

O outro problema é justamente esse: estes R$ 4.000,00 ou R$ 5.000,00 iniciais deveriam já estar sendo pagos, mas tal coisa não acontece, sem que haja qualquer tipo de explicação, por parte do Sindicato dos Bancários ou da Comissão de Notáveis.

Ex-bancários cobram explicação

Com a palavra, em nome dos ex-sócios da AABE: o sindicalista Lucius Fabianni e o ex-gerente Expedito Madruga. Vários dos seus inúmeros ex-colegas de banco exigem e merecem explicações, tanto em João Pessoa, quanto em Campina Grande e também nas outras 40 cidades onde o Paraiban um dia funcionou, até ser fechado definitivamente.

Arthur, Cássio, Dunga e Reginaldo

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Arthur Cunha Lima (PSDB), reservou o seu horário de almoço, nesta quinta-feira, para se dedicar às articulações políticas ao lado do ex-governador tucano Cássio Cunha Lima e das lideranças petebistas representadas pelo suplente de senador Carlos Dunga e pelo ex-vice-prefeito de João Pessoa, Reginaldo Tavares (ambos integrantes da ala rebelde do PTB, favoráveis à pré-candidatura a governador de Ricardo Coutinho, do PSB).

Parlamento solitário

E por falar em Assembleia Legislativa, a sessão plenária desta quarta-feira foi encerrada de forma melancólica com a presença de apenas duas deputadas estaduais na Casa de Epitácio Pessoa: Olenka Maranhão (PMDB), que presidiu ad-hoc a Mesa Diretora e Nadja Palitot (PSL), que fez um solitário discurso na tribuna, assistida somente por poucos servidores e pelos telespectadores da TV Assembleia (canal 11 da Net TV, a cabo).

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