A tragédia do RS: Estado e sociedade civil

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A tragédia do Rio Grande do Sul deu provas de que o Estado não dá conta das demandas sociais, especialmente, em períodos de profunda crise. O aparato estatal brasileiro é custoso, mas entrega pouco de forma eficiente. A mentalidade estatista precisa ser superada.

A tragédia mostrou que: 1) altos impostos não significam resolução de problemas na urgência; 2) a burocracria custa tempo e vidas devido à lentidão na resolução de problemas; e 3) Brasília continuou discutindo a PEC do quinquênio para a elite do funcionalismo em completo descolamento da realidade social.

A sociedade civil, por sua vez, tem dado provas de que, apesar de suas limitações financeiras e operacionais, é capaz de, em havendo possibilidade, organizar-se para atender demandas de forma mais eficiente. A exceção desse período de crise deve servir como lição para tempos de normalidade.

A teoria social cristã tem apontado para a necessidade de uma sociedade civil forte. Igrejas, escolas, empresas, famílias, etc, são esferas centrais para uma vida cívica mais pujante. As esferas da sociedade integram indivíduos de diferentes cosmovisões em torno de propósitos comuns, fortalecendo a sociedade.

A vantagem dessa visão é que a possibilidade de solidariedade se concretiza de forma real, e não abstrata, como ocorre com os discursos de que o “Estado deve fazer…” e seguem as promessas irrealizáveis. Uma sociedade civil mais livre e forte é capaz de responder mais rapidamente às demandas e necessidades locais.

O Estado é fundamental. O aparelho estatal tem competências que lhe são próprias, como a aplicação da lei a todos. E o Estado pode atuar, subsidiariamente ou secundariamente, quando as esferas da sociedade civil não funcionam. Por exemplo, quando uma família passa fome, o ente estatal pode lhe prestar algum auxílio.

Ainda assim, precisamos mudar a chave: falar mais da localidade e da sociedade civil do que do Estado. Precisamos de um aparato estatal mais eficiente e menos custoso. Precisamos de mais liberdade financeira e civil para que, de baixo para cima, a sociedade floresça diante das demandas sociais.

Essa discussão é urgente. Os problemas, como calamidades climáticas e sociais, estão se tornando cada vez mais graves. O Estado nem dá conta, nem é desejável que queira resolver tudo. Precisamos de uma sociedade civil com uma mentalidade cidadã, que consegue deixar de lado a dependência de Brasília para olhar para seus problemas locais. Estado menor e mais eficiente, sociedade civil mais livre e mais pujante!

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