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A morte de Luiz Couto

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É claro que ninguém quer – muito menos eu – e nem deseja ver, ler ou ouvir a manchete acima, mas é claro que ela pode tornar-se realidade, a qualquer momento.

Dom Quixote paraibano

Mas – é óbvio – que ele corre sérios riscos de perder sua própria integridade física, quando assume quase solitariamente uma luta inglória (como se fosse uma espécie de Dom Quixote tupiniquim) contra o que ele considera ser o conjunto das forças do mal sobre a face da Terra.

Luta do bem contra o mal

Não digo isso apenas tomando como base as denúncias proferidas nesta quarta-feira por ele, logo após ter conhecimento das explosivas revelações sobre a existência de grupos de extermínio aqui na Paraíba, feitas de própria voz pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, delegado da Polícia Federal Gustavo Ferraz Gominho.

Ligações perigosas

Há muito tempo que Luiz Couto (padre católico, professor universitário, parlamentar estadual e federal) mexe avidamente com alguns dos mais perigosos grupos organizados – ou não – de potenciais inimigos pessoais dele, acusando várias autoridades constituídas e também cidadãos comuns, de serem autores ou mandantes de mortes por encomenda.

Atraindo tempestades

O deputado petista provoca a ira em torno dele quando incrimina desde policiais militares, oficiais da corporação, agentes de investigação, delegados de carreira, carcereiros de penitenciárias, pistoleiros de aluguel, assaltantes de cargas, traficantes de drogas, ladrões de carros, etc., de serem responsáveis pelos assassinatos de certas figuras consideradas no linguajar policialesco como “almas sebosas” (sinônimo de bandidos).

Frei mete a colher

Como se não bastasse, o também petista Frei Anastácio Ribeiro (frade diocesano, ex-deputado estadual e atual superintendente do Incra-PB) resolveu também meter a colher dele para aumentar o tamanho desse pacote bombástico.

Alta pressão

Aproveitando o embalo, Anastácio incluiu no rol dos possíveis integrantes dos grupos de extermínio, outras categorias sociais, como donos de terras, fazendeiros de gado, plantadores de cana-de-açúcar, etc.

Mais gente no rolo

O ex-parlamentar petista relaciona todo esse pessoal na condição de financiadores do crime organizado, ora como mandantes de mortes por encomenda, ora como coiteiros (responsáveis pelo abrigo e esconderijo dos matadores de aluguel) ou até mesmo como apoiadores dos assassinatos com a sinistra intenção de obter dividendos eleitorais, devido à pressão psicológica e física exercida sobre possíveis adversários partidários nas regiões em que eles atuam politicamente.

Quem vai primeiro?

Por causa de tudo isso é que rolam histórias por aí, dando conta da existência de bolões de apostas feitos para saber quem vai morrer primeiro, justamente por assumir a autoria dessas denúncias: se frei Anastácio ou o padre Luiz Couto.

“Inauguração festiva”

Outros chegam a dizer – em tom de blague – que muitos inimigos declarados e nominados pelo próprio religioso já compraram até mesmo pistolas novas, dispostos a “inaugurá-las” na pele do padre, assim que ele perder sua imunidade parlamentar e voltar a dar aulas no campus da UFPB ou celebrar missas dominicais nas igrejas de Mangabeira e Mandacaru.

Mandato é escapatória

Há quem diga também que a única fórmula para manter o parlamentar vivo é ele continuar exercendo um mandato eletivo em Brasília-DF, como deputado federal ou senador da República (de preferência, por longos oito anos), para poder ausentar-se do território paraibano, ficando bem longe das armas apontadas contra si, cujos gatilhos vivem sendo permanentemente coçados por dedos nervosos (não se sabe ao certo de quem).

Ninguém quer isso

Seria um triste fim para um intelectual, filósofo, cheio de sonhos e objetivos grandiosos, bastante elogiado por seus colegas do Governo Lula e do Congresso Nacional, na Capital brasileira, indigno de um personagem saído dos livros de Monteiro Lobato (como o Visconde de Sabugosa, por exemplo) ou de Lima Barreto, como Policarpo Quaresma (um patriota, um nacionalista ingênuo a tal ponto que seus exageros chegam a ser cômicos).

Esse é o personagem principal do romance que retrata o Brasil do final do século XIX e os primeiros anos da República, após o fim do Império de Dom Pedro II.

Nome para eternidade

É nessa linha que Luiz Couto quer se eternizar, mesmo sabendo que para isso corra o risco de sacrificar sua própria vida.

Triste fim de Policarpo Quaresma

Ele segue o exemplo de outros grandes literatos brasileiros, ao denunciar a insensibilidade dos ricos, a superficialidade dos burocratas e a corrupção dos políticos, como foi uma constante da obra de Lima Barreto, autor do pré-modernismo, já citado acima, ao lado de Euclides da Cunha, Monteiro Lobato e Graça Aranha.

No céu e na terra

Mesmo confiando plenamente em sua fé na Providência Celestial do Divino Espírito Santo, de quem é devoto, Luiz Couto tratou de reforçar sua segurança pessoal. Por via das dúvidas, ele agora anda escoltado por nada menos que quatro guarda-costas (entre agentes da Polícia Federal colocados à sua disposição pelo ministério da Justiça e detetives particulares, custeados pelo seu próprio bolso).

OAB retoma contatos

O presidente da seccional paraibana da ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), Odon Bezerra, fará a sua primeira viagem de trabalho ao interior do Estado, ainda na 1ª quinzena deste mês, visitando a cidade de Princesa Isabel.

Pagador de promessa

Trata-se de cumprir um dos compromissos que ele assumiu, no curso da campanha eleitoral com advogados de toda a região, a exemplo do que já fez, em outras áreas, antes mesmo de ser investido solenemente na presidência da entidade classista.

Duas posses de Odon

A posse oficial de Odon já aconteceu, no dia 1º de janeiro deste ano, mas a sessão solene só acontecerá no próximo dia 21 deste mês, no Espaço Cultural do campus do Unipê (Centro Universitário Paraibano). Josinato Gomes é o novo assessor de imprensa dele, substituindo Expedito Madruga. 

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