A mais nova pesquisa IPESP realizada pelo Jornal da Paraíba, aponta Romero Rodrigues (PSDB) liderando a corrida em Campina Grande, com 35% das intenções de voto. Na segunda posição está a candidata do PMDB, Tatiana Medeiros, com 24% das intenções de voto. Em terceiro lugar está a candidata do PP, com 13%.

Quando a candidata Daniella Ribeiro ostentava quase 35% nas pesquisas eleitorais, muitos diziam que ela já estava – no mínimo – no segundo turno. Mas esqueciam de colocar na balança três fatores extremamente importantes para avaliação do cenário eleitoral: avaliação de governo, identidade e a polarização.

A avaliação de governo do prefeito Veneziano, relativamente boa, mas abaixo da média, fez com que a sua candidata Tatiana Medeiros crescesse nas pesquisas a ponto de ultrapassar Daniella. Quem aprova a gestão de Veneziano e quer a continuidade, vota em Tatiana. Quem desaprova, vota na oposição. Seria bastante incoerente imaginar que uma das maiores lideranças de Campina não conseguiria levar a sua candidata para o segundo turno. Ainda mais com o uso da máquina pública, seja de forma objetiva ou subjetiva.

O segundo fator determinante nesta eleição é a identidade. Fundamental para a virada de Romero Rodrigues, que ao longo dos anos, construiu uma identidade forte de oposição à gestão de Veneziano. E por ser o candidato do grupo do senador Cássio Cunha Lima, a identidade fica ainda mais forte. Então, quem não quer a continuidade de Veneziano, logo, tende a votar em Romero. O tucano ainda tem a seu favor uma imagem de trabalho e honestidade, construída ao longo de duas décadas de vida pública.

Daniella Ribeiro, por sua vez, entrou e vai sair da campanha com uma identidade confusa. Até agora, na cabeça do eleitor, Daniella não é nem oposição, nem situação. E isso não dá certo. Raramente um candidato classificado como terceira via consegue êxito numa eleição. Ricardo Coutinho é um bom exemplo disso. Em 2004 se juntou com Maranhão. Em 2010 com Cássio. Se em ambas as eleições Ricardo tentasse construir uma terceira opção, certamente não teria saído vitorioso em nenhuma das oportunidades.

Por fim – mas não menos importante – destaco o fator polarização. Campina é uma cidade grande, mas que na política, ainda traz características de cidade de interior. A rivalidade bastante acentuada, misturada com um pouco de fanatismo, faz as eleições serem diferentes de qualquer outra cidade. No quesito eleição, Campina é singular. E só convivendo bastante para entender a lógica do eleitor campinense.

Antes de Cássio e Veneziano botarem o bloco na rua, as pesquisas apontavam Daniella como favorita. Bastou o inicio da campanha para os dois exércitos mostrarem que a cidade ainda se divide em dois líderes.

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