Antes de tudo um registro: o secretário de Comunicação da Prefeitura de João Pessoa, Josival Pereira, endereçou à coluna a seguinte mensagem: “Amigo, bom dia! A Prefeitura não vazou nenhuma informação sobre governo. O município não tem informações sobre investigações do Ministério Público”.
A observação foi a proposito do meu pitaco anterior sobre uma guerra de informações entre o Governo e a Prefeitura de João Pessoa. Como assessor competentíssimo, o colega Josival cumpre o dever de zelar pela imagem da instituição para a qual presta relevantes serviços. E faz muito bem.
E mais: conhecendo Josival, como conheço, acredito até que ele não seja do tipo que se sujeitaria a tais procedimentos não muito raros na vida pública brasileira, sobretudo nesta velha Paraíba de guerra.
Mas…
A guerrinha de informações vazadas entre o Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa existe, sim senhor. Não são ações com participação direta das instituições públicas, mas através de agentes de sua digamos… “simpatia” que fazem movimentar uma fabulosa máquina de espalhar fatos, “fatos” e fotos.
Quem vive no mundo político ou o acompanha com mais atenção sabe que tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura têm seus esquemas para buscar e projetar as informações que melhor lhe convém. E é fácil identificar, até porque vários desses agentes os acompanham desde as campanhas eleitorais.
De repente as redes sociais foram invadidas por áudios de uma conversa entre o secretário Waldson de Souza (Planejamento) e o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro. Eu mesmo recebi inúmeras mensagens com os tais áudios. De onde partiram? Do nada? Pra quê? Com que intenção? Eram gravações feitas pelo Ministério Público? Mas foi o MPPB que divulgou? .
A reação antes áudios não demorou nem um pouco: numa estranha coincidência, dois ou três dias depois as mídias sociais são invadidas por áudios notoriamente destinados a fazer estragos na gestão de Luciano Cartaxo: uma conversa entre os secretários Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, supostamente tramando danos ao interesse público.
Pois bem: com que intenção estes áudios foram divulgados? Quem os buscou? Quem os espalhou?
Registro II
Ainda a propósito do meu pitaco anterior, o meu estimado colega Fábio Bernardo me ligou ontem para, entre outras coisas, reclamar para o seu portal, o ParaibaJá, a autoria não só da divulgação dos áudios sobre os secretários de Cartaxo, mas do jornalismo investigativo que garimpo os tais áudios.
Tenho meus esclarecimentos a respeito:
Eu sequer sabia que o ParaibaJá tinha divulgado tais áudios.
Os que comentei recebi por zap-zap e vi em mídias sociais, porque a máquina de espalhar funcionou a mil.
Não vi em nenhuma TV e rádio que tratou do assunto creditar ao portal de Fabão o mérito da divulgação, inclusive a emissora em que ele trabalha.
Pra terminar: provavelmente os áudios que ouvi não eram os mesmos divulgados pelo ParaibaJá. Porque segundo Fábio, os áudios por ele divulgados eram nitroglicerina pura contra os envolvidos; coisas altamente comprometedoras. Já os que me mandaram eram quase inaudíveis e a conversa era só puxa-encoi e muito mi-mi-mi.
Agora me diga: como diabos você vai saber de onde partiu um material que foi jogado nas redes sociais? Não tem como.
Wellington Farias
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