Cenário – Viagem intercontinental do Japão para os Estados Unidos, a bordo de um jato de linha executiva comercial pertencente a uma companhia aérea estrangeira.
Passageiro nº. 1 – Empresário do setor de plásticos, revenda de veículos, empreendimentos imobiliários e meios de comunicação (rádios, TV, Internet, gráfica, revista e jornal impresso), exercendo atualmente um final de mandato como senador da República pelo referido Estado em questão.
Passageiro nº. 2 – Banqueiro que atua no comércio de diamantes na África do Sul, possui investimentos financeiros na América Latina (incluindo Brasil) e faz perguntas por oportunidades de abertura de novos negócios aqui na Paraíba.
Resposta – Temos jazidas de minérios… um bom artesanato… e… somente isso. Por incrível que pareça, a despeito de nossa privilegiada posição geográfica em nível mundial, nos faltam grandes projetos âncoras que sirvam como fortes atratores de outros investimentos.
O senador é Roberto Cavalcanti (PRB, na foto acima) que ficou extremamente decepcionado com a observação política que esse investidor internacional lhe fez, logo em seguida:
– Mas é só fofoca? É apenas isso que vocês produzem? Política, política e nada mais?
A decepção maior para Roberto – fato confessado publicamente por ele, em qualquer lugar que seja questionado sobre este tema econômico – é que o interlocutor estrangeiro realmente acompanha em detalhes as constantes confusões entre maranhistas, ricardistas, ciceristas, democratas, cassistas, petistas, etc., diretamente do Rio de Janeiro, Brasília-DF e São Paulo, onde se hospeda freqüentemente, todas as vezes em que se desloca nas suas viagens de negócios.
Sigilo diplomático
Ele (cujo nome será mantido em segredo para preservá-lo de possíveis represálias diplomáticas, por não ser cidadão brasileiro e estar – de certa forma – se imiscuindo em assuntos que não lhe competem por lei, ou seja, na política partidária local) sabia muito bem de todos os contornos prejudiciais para o Estado, gerado por essa prática constante da politicagem de baixo nível, aqui na Paraíba.
Vergonha internacional
A respeito deste episódio, só posso fazer um comentário: tudo isso é muito prejudicial para o nosso desenvolvimento a curto, médio e longo prazo, independentemente de quem tenha sido, seja, será ou pretenda ser futuro governante estadual. É uma situação desprezível, lamentavelmente caótica.
Atuação parlamentar
Roberto Cavalcanti tem se preocupado muito com os destinos da Petrobrás (ele é integrante de uma comissão do Senado que está investigando indícios de irregularidades nas obras executadas recentemente pela empresa estatal que explora combustíveis fósseis e gás natural).
Turismo emergente
Ele também se interessa pelo Pólo Turístico Cabo Branco (já que o senador foi um dos principais articuladores para a retomada do projeto original, interrompido há mais de 20 anos, quando o falecido ex-governador Tarcísio de Miranda Burity ainda era o ocupante do Palácio da Redenção).
Juros mais baixos
Roberto ainda defende mudanças urgentes no sistema monetário e de cobrança bancária utilizado pelos cartões de crédito (ele vem desenvolvendo uma batalha incansável para obrigar este segmento financeiro a baixar seus juros).
Pau nos celulares
Ele tem obtido destaque na chamada Grande Imprensa do eixo Centro-Sul do País, por sua defesa do reforço da segurança interna e externa do Brasil e pelas constantes críticas contundentes desferidas contra os problemas gerados sem explicação técnica plausível no serviço de telefonia celular (lembrando sempre que recentemente tivemos várias panes sucessivas na telefonia móvel na Paraíba).
Novo porto marítimo
Cavalcanti também tem desenvolvido ações para viabilizar o Porto Regional de Águas Profundas de Lucena ou Mataraca, mudança nas regras de financiamento rural pelos bancos oficiais de crédito, inclusive tentando excluir cerca de 300 mil famílias paraibanas do Cadin (Cadastro de Inadimplentes do Banco Central), pois mais de 64% dos pequenos e micros agricultores da Paraíba têm dívidas inscritas nessa carteira de negócios, consideradas impagáveis.
Ensino profissionalizante
O senador ainda deu seu aval para a instalação dos institutos de educação tecnológica (IFETS) de Mamanguape e Esperança. Ele tem muito orgulho dessas iniciativas na área de Educação de Nível Médio, associando os alunos a matérias apropriadas com o ensino profissionalizante.
Diabéticos e artesãos
Entre outros projetos dele, estão o que prevê isenção de Imposto de Renda para pagamento por parte de pacientes diabéticos e a regulamentação da profissão de artesão.
Mudança no calendário
Finalmente, o senador (que embora tenha nascido em Pernambuco, já reside há mais de 40 anos na Paraíba, onde montou toda sua estratégia empresarial bem sucedida) quer promover uma importante alteração fundamental no calendário nacional de feriados, que deverão ser sempre antecipados para as segundas-feiras.
Prejuízo no feriadão
Ele defende isso tendo em vista que os chamados “dias imprensados” já causaram prejuízos de R$ 11 bilhões e 600 milhões em 2008 (aumentando para cerca de R$ 12 bilhões, no ano passado). Segundo as contas de Roberto, em 20 anos, o Brasil perderá o equivalente a um PIB (Produto Interno Bruto), apenas por causa dos excessos de feriados.
Discurso de despedida
Pobres de nós, que poderíamos tê-lo como nosso representante no Senado da República por mais algum tempo, mas – agora – teremos que nos contentar em testemunhar seu retorno ao seio da família e ao comando do seu mundo empresarial. Ganha Roberto, mas perde a Paraíba.
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