Pode até ser que Ricardo Coutinho não desista da canditatura ao Governo do Estado, como disse Fabiano Gomes e como tem se especulado nos últimos dias. Mas alguns fatos não podem ser negados, nesta reta final do período pré-pre-campanha. E todos eles tem relação entre si e chegam ao mesmo lugar: a candidatura de Ricardo não é mais a mesma.
Ricardo Coutinho insurgiu-se no contexto estadual sob a bandeira do ‘novo’ na política. Vereador, deputado estadual, prefeito da capital, reeleito com louvores… uma carreira política de tirar o chapéu e suficiente para pavimentar qualquer pretensão de tentar vôo direto para o Palácio da Redenção.
Porém, o novo que se aliou a figuras carimbadíssimas da política paraibana (Cássio e Efrain são dois exemplos) não pode mais ser chamado de novo. Esta foi a perda da identidade política. Depois, vieram os problemas causados pela divisão do PSDB. Em que pese o moído ser um problema do PSDB, acabou atingindo o PSB, claro, pois este ficou refém dos tucanos para tudo.
Mais: os últimos comentários vistos Paraíba afora acabaram por jogar um balde de água fria em muitos Ricardistas – o que não quer dizer, repito, que Ricardo Coutinho vai desistir de disputar o Governo do Estado. Dentre estes comentários, muitos feitos pelos próprios membros do chamado Coletivo Ricardo Coutinho, que não escondem de ninguém o desejo de que o prefeito continue no cargo.
E os indicadores continuam: de um lado, Fabiano Gomes dizendo ter informação de fonte privilegiada de que o prefeito pessoense não tentará mais o Governo do Estado e, sim, o Senado Federal. Do outro, uma tal reunião do Coletivo Ricardo Coutinho tentando convencer o prefeito a permanecer na Prefeitura da capital.
Vem, também, o sumiço de Cássio, hoje considerado o seu principal aliado (para não dizer o sustentáculo de sua candidatura, o que é um verdadeiro perigo!). Aliás, a própria frase atribuída a Ricardo Coutinho (“Eu aqui nesta guerra e ele em Natal, assistindo a um show de Shaolin…”) mostra bem a dimensão da dependência.
E, ainda, a queda nas pesquisas, o que indica o acendimento da luz amarela, como falei no comentário anterior. Se Ricardo desistir do Governo do Estado, não será surpresa. Se mantiver a candidatura, vai seguir por caminhos tortuosos e incertos. Como diria Xicó… “Ô promessa sem jeito…”.







