PRESENTE DE NATAL: parlamentares ganham reajuste de 61,83% e terão salários equiparados aos dos Ministros do STF; aumento para Dilma é de 133%

Os parlamentares vão utilizar a penúltima semana de trabalho no Congresso para se dar um belo presente de Natal: um aumento salarial de 61,83%. O projeto de reajuste, que vinha sendo discutido desde novembro, já está pronto de deverá ser votado na terça ou quarta-feira da semana que vem. O texto prevê, ainda, um aumento de 133,96% para o salário do presidente da República.

De acordo com a edição desta sexta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, com o reajuste, o salário de deputados e senadores será o mesmo da presidente eleita, Dilma Rousseff: 26.723 reais. O valor é o mesmo atualmente pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), teto do funcionalismo público.

Para driblar o desgaste político decorrente do pacote de aumentos, os parlamentares decidiram vincular o reajuste do Legislativo ao do Executivo, ou seja, de Dilma, e também dos ministros do governo. Hoje, os deputados e senadores recebem salário de 16.512,09 reais, além dos benefícios, como verba de gabinete e auxílio moradia. Já o salário do presidente da República é de 11.420,21 reais – com os descontos, cai para cerca de 8.000 reais.

Os políticos brasileiros merecem aumento?

Em novembro, quando descobriu-se o projeto de reajuste em tramitação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento salarial da Presidência e ainda reclamou – disse ter sido prejudicado pela falta de reajuste para ele nos últimos anos. "Não há nenhuma novidade de que, no final de uma legislatura, eles aprovem o salário para a próxima legislatura. Isso é da Constituição. Somente no meu mandato eles fizeram uma sacanagem comigo. Em 2002, aprovaram aumento só para a Câmara e para o Senado", disse ele.

Mordomias – Além do salário e das verbas para trabalho, os políticos têm a seu dispor um pacote de benefícios para uso pessoal, como moradia e cobertura de gastos médicos e odontológicos. Deputados podem aderir ao plano dos servidores da Casa ou pedir reembolso de serviços particulares, sem limite de valor. Senadores também não têm limite para gastos médicos deles, do cônjuge e dos dependentes. Há ainda uma verba de quase 26.000 para despesas odontológicas e psicoterápicas.

Enquanto o presidente escolhe entre residir no Palácio da Alvorada ou na Granja do Torto, os parlamentares podem morar em apartamentos funcionais em Brasília. As compras para alimentação e os gastos com manutenção da residência do presidente são custeadas pelo estado. Se os congressistas preferirem alugar outro imóvel, deputados recebem auxílio mensal de 3.000 reais e senadores, de 3.800 reais. O que mostra que vida de político é bem diferente do cotidiano de um profissional comum – para boa parte dos brasileiros, o gasto com moradia é o que mais pesa no orçamento doméstico, e chega a responder por metade das despesas de uma família.

 

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