Protagonistas dos discursos que anteciparam a corrida eleitoral para o Planalto em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva planejam percorrer o país no segundo semestre.
Principal aposta da oposição para o pleito, Aécio disse a aliados que aguarda o início da exibição das inserções de seu partido na TV, em maio, para começar seu giro.
Já Lula, que anteontem lançou a candidatura de sua sucessora, Dilma Rousseff, à reeleição, discute com aliados uma andança pelo país, a partir de junho, para elaborar o programa do PT para a disputa do próximo ano.
Antes disso, visitará, da próxima quinta até maio, uma dezena de cidades na série de seminários em que o PT exaltará seus dez anos à frente do governo federal.
Do lado tucano, Aécio avalia que só após uma apresentação mais efetiva em veículos de "comunicação de massa" terá uma base para iniciar sua caminhada.
A propaganda do PSDB na TV começará a ser exibida no final de maio, nos dias 25 e 29, e terminará em 1º de junho, quando Aécio já deverá ter assumido a presidência nacional de seu partido.
Dizendo estar centrado nas articulações internas, Aécio irá a Belo Horizonte, na próxima segunda, para a abertura de um seminário do PSDB local com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em março, voltará a Minas, dessa vez para ciceronear uma palestra com o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB).
Os seminários servirão para manter o senador na mídia, em grandes eventos, até a convenção nacional do PSDB, marcada para a semana dos dias 18 a 25 de maio.
ANTECIPAÇÃO
Aécio, que anteontem iniciou maior ofensiva sobre o governo da presidente Dilma, num discurso em que criticou os dez anos do PT no Planalto, voltou a dizer aos seus apoiadores que é cedo para lançar a candidatura.
Ele teria afirmado que "não há campanha que resista por dois anos". Para o mineiro, quanto mais movimentação fizer, mais será alvo de ataques dos petistas.
Ontem, criticou o que chamou de "antecipação da campanha" à reeleição de Dilma. Anteontem, Lula havia dito que a resposta à oposição será a "reeleição de Dilma".
"O que a presidente faz ao antecipar essa discussão eleitoral? Caberá à oposição cobrar compromissos e que tenhamos pelo menos por algum tempo uma presidente da República e não apenas uma candidata", disse Aécio.
No PT, a avaliação é que o ex-presidente Lula lançou Dilma mais para afastar as especulações de que seria ele, e não ela, o candidato do partido em 2014, do que para iniciar a campanha. Afirmam que a antecipação do debate só interessa à oposição.
Lula usará os seminários do PT para tentar unir a base aliada em torno da reeleição de Dilma. Durante o evento em Fortaleza, na quinta, ele pretende se reunir com o governador Cid Gomes, um dos líderes do PSB.
Depois dos seminários, visitará o interior do país. "Lula quer saber o impacto dos projetos do governo, para atualizar a plataforma do PT", diz o senador Wellington Dias (PT-CE), líder do partido no Senado. "Uma coisa é elaborar programa com técnicos no escritório. Outra é ver o sentimento do povo percorrendo o país inteiro."
Folha de São Paulo
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