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Violência cresce e a cada um dia e meio uma pessoa é assassinada em Campina Grande

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 O telefone 190 toca. Viaturas saem correndo com os policiais já sabendo o cenário que irão encontrar. Mais um crime é registrado na cidade. O delegado de plantão também é avisado e é deslocado para o local onde o corpo inerte está sob poça do sangue. O Instituto de Polícia Científica (IPC) chega logo depois para examinar o corpo. A Polícia Militar geralmente chega primeira e procura colher informações que ajudarão a PC a descobrir os assassinos.  Geralmente o Comando de Operações da Polícia Militar (COPOM),é o primeiro a ser informado do homicídio.

O local do crime já está ensolado pela polícia. Curiosos afastados, se esticam para ver o corpo, geralmente coberto com uma lona. Minutos depois, após o trabalho da perícia, o "rebeção" chega e o corpo é levado para ser necropsiado no Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol). O delegado começa então a colher os primeiros depoimentos que ajudarão a polícia a elucidar o crime. A  missão será da delegada Cassandra Guimarães (titular) ou Francisco Assis da Silva (adjunto), Mayra Cavalcanti..A cena é comum em Campina Grande e se repete quase todos os dias.

A cada um dia e meio uma pessoa é assassinada na Rainha da Borborema. A maioria dos crimes tem relação com o tráfico de drogas e tem como vítimas principalmente os jovens. Os finais de semana, são considerados pela Polícia Civil como sendo os dias mais violentos na segunda maior cidade da Paraíba. Em média, quatro pessoas são assassinadas na cidade nos finais de semana.

Em apenas cinco meses 91 pessoas já foram assassinadas na Rainha Borborema. Até a última terça-feira, eram 88 assassinatos. E os números não páram de crescer.A morte mais recente da lista aconteceu no final da tarde da última terça-feira (28) e teve como vítima o ex-presidiário Wanderley da Silva Januário (o Deda), de 35 anos. Ele foi assassinado com 8 tiros de revólveres disparados por dois homens que estavam em uma moto. O crime aconteceu no bairro do Axará.

De acordo com as informações da Central de Operações da Polícia Militar (Copom), ele estava próximo a uma creche municipal no bairro do Araxá, quando foi vítima de oito disparos de arma de fogo.

Segundo a Polícia Militar o homem de 32 anos estava a pé quando dois suspeitos não identificados em uma moto teriam se aproximado e abordaram a vítima, atirando várias vezes de pistola. Os tiros atingiram a região das costas, tórax e cabeça do homem.
De acordo com informações da Polícia Civil, Wanderley teria saído recentemente do presídio onde cumpriu pena por tentativa de homicídio, e estava tentando reconstruir a sua vida vendendo cocada como forma de sustentar a família. Só que como tinha muitos inimigos, estava jurado de morte. A delegada Maíra Roberta investiga o crime.

A escalada da violência em Campina Grande preocupa as autoridades. Em abril de 2013 por exemplo foram registrados 75 assassinatos contra 56 homicídios, ocorrido no mesmo período do ano passado. Nos últimos cinco anos, mais de 700 pessoas foram assassinadas na cidade por inúmeros motivos. Para a 2ª Delegacia Regional de Campina Grande, a linha investigativa da maior parte dos homicídios parte do envolvimento das vítimas com crimes.

Entre os bairros mais violentos da Rainha da Borborema, onde aconteceram mais homicídios entre 2006 e 2013, a Polícia Civil apontou o José Pinheiro, Pedregal, Bodocongó, Centro e o distrito de São José da Mata. Um destaque nesses números é o aumento de crimes cometidos no Centro da cidade. Considerado por muitos, como lugar de muita movimentação e merecimento de maior atenção por parte das forças policiais, já que se caracteriza como área comercial, onde inclui bancos e lojas, o Centro de Campina Grande se apresentou nesses últimos cinco anos com um elevado número de homicídios.

Ainda segundo a polícia, grande parte dos homicídios tem relação com o tráfico de drogas e envolvimento das vítimas na marginalidade. A sensação de insegurança da população aumenta devido ao fato de que em apenas cinco mortes foram apontados os acusados.

A delegada Cassandra Duarte observou que alguns dos homicídios deste ano ocorreu devido à discussões familiares ou briga surgida em mesa de bar. Ela explicou que a falta de uma cultura de paz nos lares de campina grande está ocasionando mortes violentas. Para a delegada de Homicídios de Campina Grande, Cassandra Guimarães, a maioria dos crimes que aconteceu no município foram motivados por relações interpessoais, quando há uma rixa, motivo de vingança e cobrança de dívida. “Mesmo tendo forte atuação na cidade, o tráfico de drogas aparece nessas estatísticas como pano de fundo na prática desses homicídios.

O que leva uma pessoa a cometer um crime são mais as discussões, que em muitos casos, são por motivo fútil”, afirmou.
Hoje, a Delegacia especializada nos crimes contra a vida trabalha com 18 agentes de investigação e com três delegados, Cassandra Guimarães (titular) e Francisco Assis da Silva (adjunto), Mayra Cavalcanti e dois escrivães.

Severino Lopes

PB Agora

 

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