PSB foi o único que se distanciou da aliança política construída desde 2002, afirma Veneziano
O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), afirmou que o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que tem como presidente estadual o prefeito Ricardo Coutinho, foi o único que se distanciou da aliança política – PMDB-PT-PSB e outras agremiações -, que vinha dando certo desde 2002. “A única legenda que perdeu a linha adotada e repetida nas eleições (de 2002, 2004, 2006 e 2008) foi o PSB”.
E lançou a pergunta: “Será que fomos nós que perdemos essa coerência? Será que fomos nós que deixamos de adotar e apoiar esse projeto? Ou se não foram outros que passaram a revisar seus comportamentos ou revisar suas opiniões em relação àqueles que um dia eram seus antagônicos, eram os adversários, para aqueles que outro dia, e não faz muito tempo, eram vistos como a personificação do mal exemplo político”.
Veneziano avaliou que a decisão do PSB dá uma idéia de que não se “leva a sério a população paraibana e de que as pessoas não têm a memória para dizer como era a posição de ‘fulano’ em 2008, como esteve ‘beltrano’ a falar sobre o outro ‘fulano’ em 2006”. Ele estaria se referindo às críticas feitas por Ricardo aos supostos aliados atuais, PSDB e DEM, em campanhas passadas.
“Essas coisas me chocam porque a cada dia que passa termina por valer aquela máxima: não me interessa esses princípios, não me interessa aquilo que eu disse ontem. O que me interessa é o objetivo final. Se esse objetivo final for alcançado por mim, independente dos meios que eu tenho utilizado. Isso é lamentável”, disparou o prefeito campinense.
Ao ser indagado sobre uma recomposição com o PSB, o prefeito disse acreditar ser remota, mas não impossível. “Porque, simplesmente, seria terminar por constatar a incoerência dos que fazem o PSB. O que é que mudou? Será que todos os peemedebistas, o governador José Maranhão, as lideranças petistas, as do Partido Comunista do Brasil, todos nós mudamos? Somos nós os responsáveis por uma perda de coerência ou na verdade quem foge àquilo que se viu em 2002, se repetiu em 2004, esteve presente nas eleições municipais e estaduais, será que quem está errado, perdeu essa linha de defesa desse projeto fomos nós ou o PSB?”.
Caso não haja essa recomposição, Veneziano afirmou que será no mínimo questionável que em palanques esteja uma candidatura, representada por uma pessoa, a questionar outro palanque, outra pessoa, que recebeu durante todos esses anos o total e pleno apoio. “E agora, esta candidatura, esta pessoa (Ricardo) vai estar aliando-se e compondo com aqueles outros que durante um longo tempo se dizia de tudo, das coisas mais horrendas, e que agora estão a fazer essa composição”.
Ele arrematou: “Eu não entendo política dessa forma e quero continuar não entendendo. Não sei como é que pessoas tão distintas, pelo menos até bem pouco tempo, possam querer impor à Paraíba que desconheçamos, que não nos lembremos, que nossos ouvidos estejam completamente tapados. Não sei como é essa mágica. Enfim, eu ainda, mesmo que remotamente, penso nessa recomposição, caso contrário, vamos disputar. Esse projeto (o do PMDB) é conhecido da população paraibana e creio piamente na sua vitória”.
Assessoria








