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STF reforça segurança de ministro André Mendonça; promotor da Paraíba também sofre ameaças

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Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou o reforço da segurança pessoal do ministro André Mendonça, relator dos casos relacionados ao Banco Master. A medida foi tomada após novas ameaças contra o magistrado, supostamente vindas da milícia comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, conhecida como “A Turma”.

Diante do risco, Mendonça passou a utilizar colete à prova de balas e intensificou sua proteção pessoal. Pastor evangélico, o ministro também tem recorrido às orações como forma de enfrentamento.

O episódio em Brasília encontra paralelo na Paraíba. O promotor Octávio Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), também convive há anos com ameaças em razão de sua atuação. À frente de operações de grande repercussão, como Calvário, Xeque-Mate, Squadre e Astringere, Paulo Neto contrariou interesses de grupos poderosos e passou a ser alvo de intimidações, recebidas por meios eletrônicos e até por recados.

Em resposta, a segurança do promotor foi reforçada, e os casos estão sob apuração. Procurado, ele preferiu não comentar o assunto.

Nos últimos 20 anos, o Gaeco tem conduzido alguns dos processos mais complexos do estado, envolvendo corrupção, organizações criminosas e estruturas ilícitas sofisticadas. Como consequência, seus integrantes passaram a conviver com ameaças e pressões, especialmente em momentos de maior tensão institucional e polarização política.

Neste cenário, o jornalista Suetoni Souto Maior levantou uma questão essencial: quem protege aqueles que protegem a sociedade? Especialistas destacam que garantir a segurança de agentes públicos que enfrentam o crime organizado não é privilégio corporativo, mas sim um investimento na capacidade do Estado de investigar, responsabilizar e preservar a ordem jurídica.

Sem essa proteção, o sistema de Justiça se fragiliza e abre espaço para que o medo substitua a lei. Proteger quem combate o crime e a corrupção é, portanto, proteger a própria sociedade.

Redação

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