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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (04) pela rejeição do recurso apresentado pela defesa de Padre Egídio de Carvalho, e pela manutenção da prisão preventiva — atualmente convertida em prisão domiciliar — do sacerdote. Cármen é relatora do caso, que está sendo julgado pela Primeira Turma da Corte.
O julgamento segue em andamento e deve ser concluído até a próxima sexta-feira (11). Ainda restam os votos dos ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
Em seu voto, a ministra afirmou que as decisões anteriores, tomadas tanto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto pela Justiça da Paraíba, estão em conformidade com a jurisprudência do STF.
“As decisões das instâncias judiciais antecedentes harmonizam-se com a orientação do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva”, destacou Cármen Lúcia.
Padre Egídio é investigado por suposta participação em um esquema de desvio de recursos públicos no âmbito do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, onde atuou como diretor. Ele foi preso preventivamente em novembro de 2023, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida em corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.
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