O grupo suspeito de cometer estelionatos, desarticulado pela Polícia Federal nesta terça-feira (18) nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Esperança, tinha como alvo servidores públicos. De acordo com o delegado regional de combate ao crime organizado, Raone Aguiar, a quadrilha escolhia os servidores públicos porque eles tinham uma margem maior para contrair empréstimo.
Conforme informações da Polícia Federal, os criminosos são suspeitos de forjar documentos para obter empréstimos. Calcula-se que os bancos tiveram um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões. As investigações tiveram início em 2014 após estas pessoas denunciarem que estavam sendo cobradas por financiamentos que não tinham contratado.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão durante a operação batizada de Quimera.
Raone Aguiar explicou que além dos três presos, um quarto suspeito, que já se encontrava detido, deve responder pelas fraudes. “O grupo se articulava com o objetivo de conseguir dados verdadeiros, notadamente de servidores públicos. Com o repasse de dados verdadeiros para os integrantes da quadrilha, eles se passavam por servidores públicos perante às instituições bancárias e obtinham o empréstimo. Como eles não são as pessoas que constam nos contratos, não pagavam o financiamento, gerando um prejuízo às instituições financeiras”, comentou.
A Polícia Federal apura também a participação de um correspondente bancário de João Pessoa, que repassaria os dados dos clientes para os integrantes do esquema. A estimativa da polícia é que pelos menos 30 pessoas tenham sido lesadas pelo grupo. Os empréstimos feitos giravam em torno de R$ 60 mil, mas dependia do salário do servidor vítima do golpe.
“Quando percebemos que servidores estavam sendo vítimas dessa quadrilha, pegamos a real documentação deles e fizemos cruzamento com os documentos falsificados. E aí, com o trabalho de verificar as características físicas dessas pessoas, conseguimos descobrir quem são as pessoas que estão praticando os golpes no mercado”, ressaltou Raone Aguiar.
Os nomes e mais informações sobre os suspeitos não foram divulgados porque a investigação corre em segredo de Justiça. A Polícia Federal vai continuar com a operação por acreditar que existam mais pessoas envolvidas. Até o fim da manhã desta terça-feira, os suspeitos estão sendo ouvidos em Campina Grande e devem ser encaminhados a um presídio da região. Segundo o MPF, os investigados responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Redação com G1
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