A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por meio da
Gerência Executiva do Sistema Penitenciário (Gesipe), transferiu,
nesta sexta-feira (1), 160 detentos do Complexo Penitenciário Romeu
Gonçalves de Abrantes (PB-1 e PB-2) para três presídios da Grande
João Pessoa. Cerca de 200 policiais militares, agentes de segurança
penitenciária, bombeiros militares, equipes do Batalhão de
Policiamento de Trânsito – BPTran e do Samu participaram da ação.
Um total de 100 detentos foi transferido para a Penitenciária
Desembargador Sílvio Porto, em Mangabeira; outros 30 presos para a
Penitenciária Jurista Geraldo Beltrão, a Máxima de Mangabeira; e
mais 30 apenados para a Penitenciária Padrão de Santa Rita. A lista
dos 160 presos está na guarita do Complexo Penitenciário Romeu
Gonçalves de Abrantes à disposição dos familiares. O 160 apenados
transferidos não participaram da rebelião ocorrida na noite da
terça-feira (29) e na manhã da quarta-feira (30). Os 500 detentos que
promoveram a rebelião permanecem no complexo PB-1 e PB-2.
O plano de remoção dos presos foi traçado na noite desta
quinta-feira (31) pelas Secretarias de Administração Penitenciária e
de Segurança e Defesa Social e pelo Comando Geral da Polícia
Militar. A transferência foi necessária para que os 500 detentos que
se rebelaram fossem remanejados de celas e para que seja feita uma
varredura completa no pavilhão 2 do PB-1, bem como a recuperação dos
três pavilhões danificados pelos apenados. Na terça-feira (29), o
complexo estava com 670 presos.
Sob o comando do gerente do Sistema Penitenciário, tenente-coronel
Arnaldo Sobrinho, a operação transcorreu dentro dos padrões de
segurança, com todos os presos transferidos devidamente identificados e
com a recomendação de ficarem separados dos demais detentos das
penitenciárias para onde foram levados. "Todos os presos estão
relacionados, foram feitas fotos de cada um e remetidos os prontuários
a partir do sistema de informações penitenciárias, além da própria
revista e acolhimento aos ambientes adequados em cada unidade penal”,
assegurou o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho.
O gerente da Gesipe informou que os efetivos da Polícia Militar
envolveram equipes da Rotam, Choque, Policiamento Ambiental, Canil,
Força Tática, Gate, além do Grupo Penitenciário de Operações
Especiais (GPOE). A recuperação do presídio já está sendo planejada
pela Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado da
Paraíba – Suplan.
Uma sindicância está sendo instaurada para identificar os líderes
da rebelião. Os identificados serão processados pelos danos que
causaram ao patrimônio público.
Secom-PB








