O assassinato, por motivo banal, de um taxista no último final de semana, em João Pessoa, Capital da Paraíba, continua repercutindo. O site Revista Fórum, conhecido nacionalmente, associou o caso a mais um reflexo da doutrinação adotada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o incentivo ao armamento da população.
LEIA NA ÍNTEGRA
Discurso de Bolsonaro e lei Moro que amplia número de armas e sensação de impunidade estão trazendo consequências graves à segurança pública
A narrativa belicista adotada pelo governo de Jair Bolsonaro e encampada pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, por meio de seu pacote anticrime, já estão trazendo graves consequências à sociedade brasileira.
Um homem assassinou brutalmente um taxista, após uma discussão de apenas nove segundos, em João Pessoa, Paraíba.
O crime ocorreu em uma rua movimentada no bairro do Bessa, onde se localizam uma escola, um supermercado e uma igreja. Neste sábado (16) foi decretada a prisão preventiva de Gustavo Teixeira Correia.
No vídeo, é possível observar o assassino, de 42 anos, corretor de imóveis, no banco do passageiro de um carro. No táxi, está Paulo Damião dos Santos, também de 42 anos, que está fazendo uma manobra.
O motorista de aplicativo aproxima muito o veículo, e então o taxista pede que ele afaste. A partir daí o corretor desce para falar com o taxista. Depois de nove segundos de discussão, ele levanta a camisa, saca a arma e atira várias vezes.
Depois do crime, demonstrando frieza, ele sai caminhando normalmente em direção à casa dele, que fica a poucos metros do local.
O corretor apagou as luzes da residência, a polícia foi acionada e iniciou-se uma negociação para que o homem se entregasse. Pelo menos 15 viaturas policiais apareceram no local, incluindo o Grupo de Operações Especiais.
A esposa de Gustavo, que seria advogada, tomou a frente das negociações. Após mais de três horas, o homem decidiu se entregar.
De acordo com a Polícia Militar, no momento do crime o suspeito estava bêbado e sendo levado para casa por um motorista de aplicativo. Ele teria curso de tiro.
A Polícia Militar informou, também, que Damião dos Santos foi alvejado por três tiros. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos.
Flagrante
O homem foi autuado em flagrante por homicídio doloso. Segundo o advogado de Gustavo, após a audiência de custódia, o suspeito foi levado para o batalhão porque possui ensino superior completo. Durante a audiência, o pedido da defesa para que o suspeito respondesse em liberdade foi negado.
O taxista Paulo Damião era casado e pai de dois filhos, uma jovem de 20 anos e um menino de 8. Segundo o irmão, Paulo nunca tinha se envolvido em confusões no trânsito, mesmo estando diariamente dirigindo o táxi.
Já o atirador, Gustavo Teixeira, é corretor de imóveis, casado e pai de uma menina de 10 anos, segundo a polícia. Fotos em que ele aparece segurando armas – um revólver e uma arma longa – foram divulgadas pela TV Cabo Branco. A que foi usada no crime ainda não foi encontrada.
As redes sociais de Gustavo Correia foram bloqueadas ainda na noite desta sexta. Na internet, o homem se autoproclamava um “cidadão de bem” e posava com armas de fogo. A única rede de Gustavo onde ainda é possível obter alguma informação a seu respeito é o Instagram, embora todas as imagens já tenham sido removidas.
O perfil do assassino no Instagram diz: “Gestor hospitalar, Técnico em Radiologia, Corretor de Imóveis, Atirador Desportivo, Atleta de Musculação e Apreciador de uma boa cerveja”.
Redes sociais
Na cidade de João Pessoa, o crime causou enorme repercussão nas redes sociais: “Teria esse cidadão de bem agido por escusável medo, surpresa ou violenta emoção?”, questiona uma internauta, se referindo ao pacote anticrime de Sérgio Moro.
“Sujeito rico, mora em uma bela casa no Bessa, bairro nobre. Logo mais vai ficar solto, enquanto o pai de família está preso numa cova. Esse é o Brasil”, desabafou outra pessoa.
“Mais uma vez em briga de trânsito o cidadão armado acha que é dono do mundo. Mais uma vez a arma acabou com a vida de um ser humano”, disse outro.
Extra
Outro exemplo de que a política armamentista do governo atual estimula a violência foi o caso do segurança Davi Ricardo Moreira Amancio, que matou Pedro Henrique Araújo, de apenas 19 anos, no supermercado Extra, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, na quinta-feira (14). A foto do perfil do assassino no Facebook diz: “Sou amapaense e sou Bolsonaro”.
Assistam ao vídeo do momento do crime:
Com informações do G1 e do Pragmatismo Político
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