As drogas influenciam ainda mais para criminalidade, principalmente em comunidades carentes, onde o tráfico impera a região, é que avalia a promotora de Justiça da Infância Infrancional da Comarca de João Pessoa, Ivete Arruda. Mesmo assim, vemos hoje em dia cidadãos de classe média e classe média alta se envolvendo com a criminalidade devido a facilidade em comprar as drogas e conhecer pessoas envolvidas no meio.
Segundo ela, o usuário de drogas, para manter seu vício muitas vezes cometem furtos e roubos, e até mesmo realiza prática de outros crimes por estarem acometidos pelo efeito da droga ou se utiliza da substancia para ter coragem, impulso para praticar um ato ilícito.“A droga leva ao roubo, ao furto, ao assalto, ao homicídio e ao tráfico”. A afirmação é da promotora de Justiça da Infância Infrancional da Comarca de João Pessoa, Ivete Arruda que revelou ainda que, 99% dos adolescentes infratores atendidos pelo órgão, são usuários de drogas. “Não é só questão de não ter dinheiro. Há casos de famílias que têm dinheiro, adolescentes de famílias abastadas, que cometem esses atos”, frisou. A cada 24 horas, um adolescente é representado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) na Justiça por conta da prática de atos infracionais.
O roubo é a causa de delinquência mais registrada, conforme o relatório de levantamento de procedimentos da Promotoria de Justiça da Infância Infracional. Em segundo lugar, a droga e ainda se destacam o furto, o porte ilegal de armas, homicídios, receptação e estupro. De acordo com a promotora, o entorpecente é motivo de vários crimes. Para ela, a falta de estrutura familiar, a ausência da presença dos pais, que precisam sair de casa cedo para trabalhar e só retornam a noite, e até mesmo o amor tem contribuído para a inserção do adolescente no mundo do crime. “Eles (os adolescentes) ficam em liberdade. Vão a escola se quiserem. O problema está na família. Não é só questão de não ter dinheiro.
Há casos de famílias que têm dinheiro, adolescentes de famílias abastadas que cometem esses atos. Não é só o adolescente da periferia”, analisou. Mas toda regra há uma exceção. Ivete Arruda comentou também que atendeu um caso de uma adolescente de 16 anos, grávida de 8 meses e usuária de crack, que teria participado de um assalto a uma estabelecimento comercial na capital.
“Quando eu fui ouvi-la exigi a presença do pai e ela me mostrou outra pessoa. Quando ele disse o nome, não bateu com o da ficha. Aí descobrimos que a mãe dela tinha morrido e o pai estava preso e ele era quem tinha cuidado dela”, afirmou, contando ainda que o homem teria dado educação e bons conselhos para ela, mas a adolescente preferiu seguir outro caminho.
Redação








