O procurador da Fazenda Matheus Carneiro Assunção, que esfaqueou a juíza Louise Figueiras em outubro do ano passado dentro da sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na Avenida Paulista, foi encontrado morto nesta segunda-feira (3) em uma clínica psiquiátrica na Zona Sul de São Paulo.

Carneiro foi encontrado por volta das 8h, quando uma auxiliar de enfermagem, responsável pela alimentação matinal dos pacientes, não conseguiu fazer contato ele. Ela chamou o procurador por várias vezes, sem resposta. Ao tentar entrar quarto, ela não conseguiu abrir a porta e pediu ajuda a outros profissionais da clínica até conseguirem entrar no quarto. A porta estava travada por uma poltrona.

Segundo a polícia, o quarto foi isolado para o trabalho dos peritos. O delegado que esteve na clínica registrou o caso no 11º Distrito Policial como morte suspeita.

Histórico
O suspeito foi preso em flagrante no dia 3 de outubro e levado para a sede da Polícia Federal na Lapa, na Zona Oeste após atacar a juíza federal Louise Filgueiras na sede do TRF-3.

No dia 5 de outubro a Justiça substituiu a prisão preventiva do procurador pela internação provisória no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

No fim de outubro, a defesa do procurador afirmou que o procurador estava com ‘grave perturbação mental’ e a justiça Federal determinou que ele fosse transferido para a penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, a P2 em Tremembé (SP). Em novembro, Matheus Carneiro foi transferido para a uma clínica psiquiátrica em São Paulo.

O ataque
De acordo com o Tribunal Federal da 3ª Região, o procurador entrou no prédio no dia 3 de outubro para participar de um congresso de combate à corrupção à administração pública. Para entrar no prédio, ele apresentou sua carteira funcional.

Por volta das 18h, após deixar o evento, ele usou as escadas e entrou em diversos gabinetes de desembargadores federais. Um dos gabinetes que o procurador entrou foi do desembargador Paulo Fontes, onde estava a juíza federal Louise Filgueiras. A juíza tinha sido convocada para cobrir as férias do desembargador.

O procurador atacou a juíza várias vezes com a faca. Ela conseguiu desviar da maior parte dos golpes, mas sofreu um corte superficial no pescoço e foi atendida pelos médicos do próprio Tribunal. Em seguida, o agressor foi contido por um servidor, que acionou a Secretaria de Segurança Institucional do TRF e a Polícia Federal.

Testemunhas disseram que o procurador estava transtornado e que gritava que estava lá para acabar com a corrupção.

 

Redação com G1

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