Foto: Reprodução
A primeira audiência de instrução do “Caso Padre Zé” ocorre esta segunda-feira (20) no Fórum Criminal de João Pessoa, localizado no bairro Jaguaribe.
Os acusados no caso são o ex-diretor da instituição, Padre Egídio de Carvalho, e as auxiliares Jannyne Dantas e Amanda Duarte. Eles são suspeitos de participar de um esquema milionário de desvio de verbas públicas e doações no Hospital Padre Zé, em João Pessoa.
Devido à sua condição de saúde, Padre Egídio participará da audiência de forma virtual, enquanto Jannyne e Amanda deverão comparecer presencialmente.
A audiência de instrução e julgamento é um procedimento processual destinado à produção de provas orais. Seu principal objetivo é reunir todas as provas das partes envolvidas e os depoimentos das testemunhas, buscando convencer o juiz. Esse processo ocorre em sessão pública e é conduzido por um magistrado.
Início da Investigação
O caso começou a ser investigado em 18 de setembro, quando Padre Egídio de Carvalho, então diretor do Hospital Padre Zé, denunciou o furto de celulares doados pela Receita Federal, apontando Samuel Rodrigues como suspeito. Após a denúncia, Padre Egídio renunciou ao cargo de diretor do hospital.
A Polícia Civil investigou Samuel, operador de tecnologia da informação, por furto qualificado, resultando em sua prisão e posterior libertação em setembro. No dia 29 de setembro, Samuel prestou novos depoimentos.
A operação “Indignus” foi deflagrada após a descoberta de irregularidades, inicialmente relacionadas ao furto de mais de 100 aparelhos celulares da instituição. Esses celulares, doados pela Receita Federal, seriam vendidos em um bazar solidário para financiar a compra de uma ambulância com UTI e um veículo para distribuição de alimentos.
Em 5 de outubro, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) investigou desvios de recursos públicos em instituições vinculadas ao padre, cumprindo 11 mandados judiciais. A investigação revelou que Padre Egídio teria desviado cerca de R$ 13 milhões em empréstimos, afetando os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Em resposta às denúncias, a Arquidiocese da Paraíba afastou Padre Egídio de todas as funções eclesiásticas, proibindo-o de celebrar missas ou sacramentos.
Uma denúncia anônima ao Ministério Público levou à criação de uma força-tarefa para investigar as irregularidades no hospital. A gestão do Hospital Padre Zé solicitou ao Ministério Público uma auditoria completa em todas as contas, contratos, convênios e projetos da instituição, após identificar inúmeras dívidas que comprometiam sua funcionalidade.
PB Agora
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