Seis policiais do Serviço de Inteligência de CG são indiciados por formação de quadrilha e tráfico
As investigações da Polícia Civil em torno da atuação de policiais militares que faziam parte do Serviço de Inteligência (P2) do 2º Batalhão de Polícia Militar de Campina Grande (2º BPM) estão tendo continuidade. Seis militares foram indiciados por formação de quadrilha, abuso de autoridade, denunciação caluniosa e tráfico de drogas, no segundo dos oito inquéritos instaurados pela Civil e que estão em andamento e apuram possíveis crimes cometidos pelos ex-integrantes do grupo.
Dos seis indiciados pela Polícia Civil, cinco já tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e estão recolhidos no 2º BPM, em razão de terem sido denunciados também por abuso de autoridade, tortura, extorsão, roubo e formação de quadrilha, no primeiro inquérito instaurado por solicitação do Ministério Público. O caso ficou conhecido como “Caso do Bairro Araxá” e terminou com a prisão de sete militares da P2.
Os nomes dos militares indiciados no segundo procedimento estão sendo mantidos em sigilo, para não atrapalhar as apurações. Mas de acordo com o delegado Marcos Paulo Vilela, que está à frente das investigações juntamente com a delegada Renata Dias, o segundo inquérito teve início a pedido do Ministério Público Estadual depois de denúncias feitas por populares que acusam os militares de terem invadido suas residências sem ordem judicial. Os possíveis crimes teriam sido cometidos quando os policiais estavam apurando o assassinato do policial militar da polícia de Pernambuco Jéfferson Glebisson Pereira, 29 anos.
Conforme explicou o delegado, os policiais foram indiciados por tráfico de drogas por haver indícios de que eles tenham usado uma certa quantidade de drogas para forjar um flagrante e prejudicar terceiros.
Na época do assassinato, cerca de quatro homens armados executaram o militar na rua Olegário Maciel, no bairro do Monte Santo, na madrugada do dia 11 de junho, durante uma tentativa de assalto. O militar pernambucano chegava na casa da mãe com a esposa quando foi abordado e alvejado com cinco disparos. “Os indícios são de que esses policiais ao tentarem descobrir a autoria do crime invadiram várias casas sem mandado judicial, uma delas que também originou a instauração do primeiro inquérito”, informou Marcos Paulo Vilela.
Nos próximos dias, conforme o delegado, os militares serão interrogados e a expectativa é de que em 20 dias o segundo inquérito seja concluído. Após a conclusão, o procedimento será enviado ao promotor da 1ª Vara Criminal do município, que analisará o caso e decidirá se fará ou não a denúncia dos acusados. Além dos oito inquéritos que estão em andamento e estão sendo investigados pela Polícia Civil campinense, mais quatro procedimentos investigativos deverão ser instaurados para apurar possíveis ilícitos cometidos pelo grupo que integrava o Serviço de Inteligência do 2º BPM.
O comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar de Campina Grande, Marcus Marconi, não quis falar sobre o caso com a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA, apenas afirmou que aguarda uma decisão da Justiça para tomar as providências cabíveis.
Jornal da Paraíba
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