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Polícia quer quebra de sigilo telefônico de pais e de suspeita de matar Lavínia

A 60ª Delegacia de Polícia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vai pedir à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos pais e dos avós paternos da menina Lavínia, de seis anos, encontrada morta em um hotel. O pedido também vai se estender para Luciene Reis, de 24 anos, apontada como amante do pai da garota e que confessou o crime à polícia.

A mãe da garota, Andréia Azeredo, e o pai, Rony dos Santos, além dos avós também serão interrogados na semana após o Carnaval. A suspeita, que teve a prisão temporária decretada na quarta-feira (2), também deve prestar novo depoimento na mesma semana.

A polícia quer desvendar o que aconteceu nas horas que antecederam a morte da criança. Os agentes também querem descobrir como Luciene conseguiu entrar na casa da família no dia 28 do mês passado e levar a menina sem levantar suspeitas. Os pais viviam com a única filha em um terreno onde moram outras 12 pessoas no bairro do Divino, em Caxias. A hipótese de que alguém possa ter facilitado a entrada de Luciene está sendo investigada pela polícia.

A polícia chegou a cogitar a participação direta do pai ou da mãe da menina. A primeira versão da história, contada pela mãe, seria a de que o pai de Lavínia havia chegado à sua casa às 3h e, quando acordou às 5h45 para trabalhar, verificou que a janela e a porta do quarto estavam abertas e a menina não estava mais na cama.

A intenção é confrontar a versão dada por Luciene com o depoimento dos familiares. Vizinhos também serão chamados para depor.

Confissão

O delegado Luciano Zahar, que ouviu Luciene no dia do desaparecimento e na última quarta-feira (2), quando o corpo da menina foi achado, falou sobre a dificuldade em obter a confissão do assassinato, que só aconteceu após quase quatro horas de depoimento. Imagens de circuito interno gravadas em um ônibus mostraram Luciene em companhia da criança, argumento usado pela polícia para que a suspeita confessasse.

– Foi difícil, pois a cada hora ela enveredava por um caminho diferente.

Ele afirma que o caso deve ser tratado como homicídio, já que a extorsão de R$ 2.000 do pai de Lavínia "só foi relatada depois pelo Rony".

– A intenção sempre foi matar a criança. Logo que ela teve contato inicial, levou para o hotel e executou.

Luciene foi transferida para a carceragem da Polinter em Magé, na Baixada Fluminense, na noite de quarta-feira sob forte esquema de segurança e debaixo de pedradas, vaias e gritos de "assassina".

Cerca de 300 pessoas foram ao enterro da menina na manhã desta quinta-feira (3) no cemitério do Corte 8, em Caxias. Muito abalado, o pai de Lavínia passou mal e precisou ser amparado por amigos e familiares ao chegar ao velório.

 

 

 

R7

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