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Polícia inicia combate a grupo de extermínio

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Ação conjunta salva Corregedor Geral da morte e inicia combate a grupo de extermínio líderado pelo filho do ex-governador Raimundo Asfora

Uma ação conjunta realizada pelas policias civil, militar e federal conseguiu desvendar um plano de uma quadrilha para exterminar o Corregedor Geral da Secretaria de Segurança do Estado da Paraíba, Magnaldo Nicolau da Costa. A informação foi revelada na manhã de hoje, durante entrevista coletiva do Secretário de Segurança do Estado, Gustavo Gominho.

Um dos integrantes do grupo de extermínio, segundo o secretário, seria Taner Asfora, filho do ex-vice governador Raimundo Asfora, que morreu em 1987. Os criminosos já teriam executado cerca de 300 pessoas na Paraíba nos últimos 10 anos. Conforme Gominho, Taner teria dado a ordem para roubar o veículo similar ao do Corregedor Geral.

A investigação detectou que a ação estava sendo tramada de dentro do presídio PB1. Uma quadrilha composta por quatro bandidos planejavam adquirir um carro, no mesmo modelo e cor do automóvel do Corregedor Geral, para clonar a placa e fazerem assaltos e assassinatos utilizando o veículo.

No momento dos crimes, os bandidos iriam acionar o Ciop (Centro Integrado de Operações Policiais), informar a placa e o modelo do automóvel, para que os próprios policiais interceptassem o carro do Corregedor e o assassinassem. A ação também contaria com a "parceria" de policiais que também estariam envolvidos na ação.

As policiais descobriram o crime, tiraram o carro clonado de circulação e conseguiram prender a quadrilha, dando margem para descobrir uma ação que planejava realizar assassinatos em série de autoridades. 
 

A Secretaria de Segurança Pública do Estado ainda investiga a participação de aproximadamente 40 policiais militares que fazem parte deste grupo de extermínio há pelo menos 10 anos. Conforme Gominho, os nomes dos envolvidos ainda não podem ser revelados para não atrapalhar as investigações, porém a denúncia já foi encaminhada para o Ministério Público realizar os devidos procedimentos.

 

Entenda

Segurança identifica grupo que  pode ter matado 300 em dez anos na PB

 

Uma perigosa quadrilha de extermínio que agia na Paraíba há 10 anos e pode ter cometido pelos menos 300 homicídios, contando com a participação de cerca de 40 policiais militares, civis e agentes penitenciários e orientada por apenados do Presídio PB-1, começou a ser desvendada depois de sete meses de investigações. Os policiais, segundo o secretário, estava à serviço de bandidos e não da sociedade. O grupo tinha marcado como uma das próximas vítimas o corregedor geral da Polícia Civil, Magnaldo José Nicolau da Costa. Quatro acusados contratados para proceder com as execuções foram presos pelo Grupo de Operações Especiais (GOE).

O secretário da Segurança Pública e da Defesa Social (SEDS), Gustavo Ferraz Gominho, disse nesta quarta-feira (6) em entrevista coletiva que a ordem de matar pessoas vinha de apenados que trabalhavam para traficantes. As investigações continuam sendo processadas por um grupo de delegados e será pedida a quebra de sigilo bancário dos envolvidos, mas tudo vai acontecer em segredo de justiça.

Confirmação – A identificação do grupo foi constatada no crescimento de homicídios misteriosos entre os meses de maio e junho do ano passado. Identificados os autores, foi criada uma força tarefa para tentar prendê-los. E 40 dias atrás, após ouvir três testemunhas, a investigação comprovou a existência desse grupo de extermínio na Paraíba.

Segundo o secretário, o grupo está trabalhando para o tráfico de drogas, com as ordens partindo de presidiários. Todas as cautelas foram tomadas para prosseguir com as investigações, de modo que a vida de testemunhas e investigadores fosse preservada. “Se trata de um grupo muito perigoso e calculamos que nos últimos 10 anos tenham cometido no mínimo 300 homicídios”, disse.

Apoio e isenção – Todo o processo de investigação é do conhecimento do governador José Maranhão, de quem a SEDS recebeu total apoio, para que possa estancar a onda de homicídios verificada na Paraíba, principalmente na Grande João Pessoa. Orientada pelo governador, a Procuradoria Geral de Justiça foi consultada e designou uma comissão de promotores para acompanhar os trabalhos, sob a presidência do promotor Otavio Paulo Neto. “Isso vai permitir que façamos uma investigação com total isenção”, disse Gominho.

Segundo ele, a Polícia Federal identificou uma ordem de um preso do PB-1 para incriminar o corregedor geral da Polícia Civil, Magnaldo José Nicolau da Costa, adulterando a placa de um veículo roubado que passou a ter o número do automóvel daquela autoridade, com o que fariam assaltos e assassinatos. “A intenção não era pura e simplesmente manchar a honra do corregedor, mas matá-lo como aviso para que não fosse feita essa apuração”, explicou.

Prisões – Recordou que a partir do assalto a padaria ‘Pão e Massa’, no Bessa, com o apoio da Polícia Federal foi monitorado esse apenado do PB-1 que dava as ordens a seus comparsas, e eles se comunicaram no momento do roubo. Isso permitiu identificar os telefones usados e, finalmente, na noite da terça-feira (5), todos foram presos com armas e munições, inclusive o veículo que seria usado para incriminar o corregedor geral da Polícia Civil.

“Não vamos revelar nomes de policiais envolvidos, pois nenhum deles está preso. Presos estão aqueles que participaram da tentativa de incriminar o corregedor e que não são policiais”, informou o secretário, comunicando que delegado Carlos Alberto está presidindo o inquérito e as investigações. Segundo Gominho, existem de coronel a soldados da PM envolvidos com a quadrilha, em número de 30 a 40 em todo o Estado.

Telefones para denúncias – “O trabalho do grupo de investigação terá total apoio e será diuturno”, disse o secretário, pedindo que fossem divulgados dois números de telefones – 147 e 3214-9063 – para os quais a população poderá enviar qualquer denúncia, com a garantia de sigilo absoluto.
O Comando Geral da Polícia Militar está oferecendo total apoio às investigações e a ordem é para ter rigor na busca aos culpados. “Policial que age assim é bandido. Vamos investigar até o final”, disse Gominho. Informou ainda que os inquéritos em torno dos crimes serão integrados ao que passará a ser preparado pelo delegado Carlos Alberto.

Punições – O corregedor geral Polícia Civil, Magnaldo José Nicolau da Costa, disse que a participação dos policiais nos crimes é menor, “pois a grande maioria dos integrantes da corporação é de homens de bem e cumpridores de suas obrigações; os que se desvirtuaram já estão identificados e serão combatidos”. Ele considera o grupo de criminosos ousado, “mas isso não intimida a polícia”.

O coronel Wilde Monteiro, comandante geral da Policia Militar, disse que todo policial integrante dessa quadrilha, depois das investigações e de sua defesa, será punido. “Todos aqueles que encontramos em culpa tem sido responsabilizados”, garantiu. Disse que nada vai mudar diante de denúncias de envolvimentos de policiais militares nesses crimes, “pois a PM continuará prestando seus serviços à sociedade”. 
 

 

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