Polícia de SP desarticulada quadrilha de roubo de carga; criminosos agiam também na Paraíba
A polícia de São Paulo desarticulou uma das quadrilhas de roubo de cargas mais procuradas do Brasil. Os criminosos agiam há oito anos, como mostra o repórter César Galvão.
Um caminhão carregado de produtos químicos foi perseguido na última quarta-feira na Marginal do Tietê, a avenida mais movimentada de São Paulo. Enquanto agiam, os ladrões se falavam por telefone. Tudo gravado com autorização da Justiça.
– Ele parou aí, está parado aí eu passei ele depois do play está parado.
– Tá sozinho, parado?
– Tá sozinho parado, eu passei por ele e deixei ele parado lá trás.
– Que cor que é?
– Um amarelão.
Os investigadores seguiam carros usados no assalto e, assim que o caminhão foi roubado, seis ladrões foram presos. Segundo a polícia, Faride Meireles chefiava uma das mais procuradas quadrilhas de roubo de cargas. Durante quatro meses, ele e os comparsas foram seguidos e filmados pela polícia.
O grupo é suspeito de agir também nas estradas de Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná e Rio Grande do Sul.
Para confundir os motoristas que seriam assaltados, os ladrões se disfarçavam de policiais. Os carros usados na ação tinham luzes vermelhas no teto e sirenes. Foi assim que eles pararam na BR-116, que liga São Paulo ao Sul do país, um comboio de três carretas e levaram uma carga de remédios, avaliada em mais de R$ 1 milhão.
Segundo a polícia, a informação sobre os caminhões vinha de pessoas de dentro das transportadoras.
– Depois que faz a conferência demora quanto tempo?
– É mais ou menos uma hora.
“Houve casos em que nós conseguimos monitorar que percebemos a existência inclusive de ameaças para que essas informações fossem repassadas”, revelou o delegado Raul Godoy Neto.
O informante também avisa se os motoristas estavam ou não envolvidos no roubo. Na conversa deles, ‘torar’ significa dominar:
– O piloto nóis tem que torar, né?
– É.
– Tranqüilo, deixa com nóis.
Nas gravações, os bandidos também combinavam que, se algo desse errado, um policial militar, que ainda não foi identificado, deveria ser procurado.
– É o negão da Rocam chamado Luiz, um negão que anda de Rocam. Ele já livrou os meninos ali que eu pedi, tá ligado?
A Polícia Militar disse que vai investigar se a pessoa citada é mesmo policial militar.
G1
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